As lágrimasDos olhos
De uma criança
Que aprendeu
A amar um time
Escorreu ao ver
A vitória do rival.
A criança
Aprende desde cedo
Que em jogo de futebol
Não é somente de ganhos:
- Um dia ganha, um dia perde,
Um dia ganha...
Assim também é a vida.
Aqui você encontra um pouco de tudo: poesias, crônicas, reflexões sociais e cotidianas...
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16 junho, 2026
15 junho, 2026
Mundo
No mundo circula uma grande corrente
De sentimentos,
Este mundo que sequer conseguimos
Abraçar.
E ela é mais um mundo
Que penso ser pertinente
Ao meu coração.
Seu olhar faceiro,
Seus lábios cor de lis
Meu mundo confuso,
Seres em guerra,
Disputa por entre a vaidade e o ego,
Seus cabelos soltos
Brincando com o vento.
O mundo é grande, não dar
Para abraçar, o mundo governado,
Pessoas limitada em seus quereres,
Censura. E ela,
A despertar meus desejos,
Sequer percebe
O que meu olhar diz,
E meus lábios sequer solta
Palavras.
O corpo dela é o mundo
Onde penso navegar,
O mundo de curvas,
Por entre o perigo
O prazer.
O mundo é louco,
Os seres também,
O mundo meu e o mundo dela,
O oposto se atraem - diz o ditado.
Países brigando entre se
- Nem sempre o ditado é o que diz,
Bombardeio, crianças e adolescentes
Mortas, escolas fechada,
O mundo gigante,
Precisa de um abraço,
Sozinho jamais poderei abraçar
O mundo.
E ela, aquela mulher na esquina
Foi embora,
E eu sozinho, percebo que o meu
Mundo desaba...
Ali distante a fome,
A vida não é um romance,
A vida é efêmera
Viver torna a vida durável
- Feliz aquele que escolhe a vida,
E sabe viver.
Ela não se foi,
O mundo não acabou em 2000,
Neblinas vejo
Por entre a memória,
Onde ela caminha,
Para onde não sei.
Este mundo que sequer conseguimos
Abraçar.
E ela é mais um mundo
Que penso ser pertinente
Ao meu coração.
Seu olhar faceiro,
Seus lábios cor de lis
Meu mundo confuso,
Seres em guerra,
Disputa por entre a vaidade e o ego,
Seus cabelos soltos
Brincando com o vento.
O mundo é grande, não dar
Para abraçar, o mundo governado,
Pessoas limitada em seus quereres,
Censura. E ela,
A despertar meus desejos,
Sequer percebe
O que meu olhar diz,
E meus lábios sequer solta
Palavras.
O corpo dela é o mundo
Onde penso navegar,
O mundo de curvas,
Por entre o perigo
O prazer.
O mundo é louco,
Os seres também,
O mundo meu e o mundo dela,
O oposto se atraem - diz o ditado.
Países brigando entre se
- Nem sempre o ditado é o que diz,
Bombardeio, crianças e adolescentes
Mortas, escolas fechada,
O mundo gigante,
Precisa de um abraço,
Sozinho jamais poderei abraçar
O mundo.
E ela, aquela mulher na esquina
Foi embora,
E eu sozinho, percebo que o meu
Mundo desaba...
Ali distante a fome,
A vida não é um romance,
A vida é efêmera
Viver torna a vida durável
- Feliz aquele que escolhe a vida,
E sabe viver.
Ela não se foi,
O mundo não acabou em 2000,
Neblinas vejo
Por entre a memória,
Onde ela caminha,
Para onde não sei.
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| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
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A planta
Cria a raiz
Se transforma
Até numa casa.
A planta
Também é beleza
Encanta
As mulheres
Se transforma
Em enfeite
Dando vida
Ao ambiente.
Se transforma
Até numa casa.
A planta
Também é beleza
Encanta
As mulheres
Se transforma
Em enfeite
Dando vida
Ao ambiente.
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12 junho, 2026
Minha fé?
Minha fé? Minha fé continua viva!
Beber da fonte? Bebo das fontes!
E assim vivo a vida, como ela deve ser,
Crer, descrer e crer novamente,
Direito meu seu e de todos.
E as espécies por sua vez carrega
Dentro de si as suas crenças.
Do altíssimo - conforto
Do senhor - Sabedoria
Do pai - ensinamento
Assim somos seres viventes,
E cada um com suas teorias...
A igreja maior é o universo,
Para quem quer paz
Precisa aprender a amar,
Quem ama, pode ser amado ou desamado?
Mundo contraditório,
Seres de ditados: "não se pode agradar
A todos".
"Amai-vos..." minha fé continua viva
Minha - Utopia
Minha - Esperança
Minha - Perseverança
A sede de lutar sempre é maior.
E Deus, ser maior que o homem,
E o homem querendo ser maior que Deus,
O homem apenas uma partícula do
Universo,
Deus o corpo do universo inteiro,
Sofre a ação humana.
Crer, descrer e crer novamente,
Direito meu seu e de todos.
E as espécies por sua vez carrega
Dentro de si as suas crenças.
Do altíssimo - conforto
Do senhor - Sabedoria
Do pai - ensinamento
Assim somos seres viventes,
E cada um com suas teorias...
A igreja maior é o universo,
Para quem quer paz
Precisa aprender a amar,
Quem ama, pode ser amado ou desamado?
Mundo contraditório,
Seres de ditados: "não se pode agradar
A todos".
"Amai-vos..." minha fé continua viva
Minha - Utopia
Minha - Esperança
Minha - Perseverança
A sede de lutar sempre é maior.
E Deus, ser maior que o homem,
E o homem querendo ser maior que Deus,
O homem apenas uma partícula do
Universo,
Deus o corpo do universo inteiro,
Sofre a ação humana.
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| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
03 junho, 2026
A vida nos pertence
Nascemos e respiramos a vida
Somos uma matéria importante
Da natureza, pertinente
Ao meio ambiente, muito mais
Que uma simples partícula.
Este o nosso habitat,
Este o nosso mundo,
Cheio dr crenças, e sentimentos
Quase que extinto.
Nascemos para viver a vida,
À vida nos pertence,
Somos mais que uma máquina
De produção, ricos em imaginação,
Somos mais que uma simples utopia,
Quem nos diz a verdade?
Somos vida, circulamos,
Dançamos, rebolamos...
Vivemos toda a biodiversidade,
Fazemos parte do ecossistema,
E também de uma cadeia alimentar,
Nos devoramos, mas também
Temos nossos sentimentos,
Queremos o nosso melhor,
Esquecemos do outro,
Temos o nosso lado egocêntrico
Temos a nossa ambição individual,
E assim também vivemos.
Somos bio e vivemos a diversidade,
Somos mais que uma simples molécula,
Temos cérebro, raciocínio
E necessitamos usar.
Nascemos para viver à vida,
Para deixarmos o melhor da gente
Para a futura geração.
Da natureza, pertinente
Ao meio ambiente, muito mais
Que uma simples partícula.
Este o nosso habitat,
Este o nosso mundo,
Cheio dr crenças, e sentimentos
Quase que extinto.
Nascemos para viver a vida,
À vida nos pertence,
Somos mais que uma máquina
De produção, ricos em imaginação,
Somos mais que uma simples utopia,
Quem nos diz a verdade?
Somos vida, circulamos,
Dançamos, rebolamos...
Vivemos toda a biodiversidade,
Fazemos parte do ecossistema,
E também de uma cadeia alimentar,
Nos devoramos, mas também
Temos nossos sentimentos,
Queremos o nosso melhor,
Esquecemos do outro,
Temos o nosso lado egocêntrico
Temos a nossa ambição individual,
E assim também vivemos.
Somos bio e vivemos a diversidade,
Somos mais que uma simples molécula,
Temos cérebro, raciocínio
E necessitamos usar.
Nascemos para viver à vida,
Para deixarmos o melhor da gente
Para a futura geração.
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| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
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31 maio, 2026
Somos crianças
Sempre serei uma criança
Sorridente, com alma de menino.
Não quero ser sério...
A vida pede menos que isso!
Sou uma criança na busca da liberdade,
Sou livre para respeitar
A sua liberdade, somos livres
Para respeitar uns aos outros,
Somos crianças adultas.
E ser criança não é viver
De criancice, somos responsáveis
Pelas nossas ações, ser pássaro
E saber voar, ter cuidado
Para não dar motivos
Para ser prendido e a asa cortar.
Somos crianças a romper barreiras,
Somos criança na sede do saber.
A educação nos lapida, o estado
Nos assassina, temos de por
Fim naquilo que nos marginaliza.
Sou criança, somos criança
E vemos a vida como adultos,
Nos tornam adultos, e matam
A nossa inocência de acreditar na vida,
De acreditar no amor a se mesmo
E ao próximo.
Sorridente, com alma de menino.
Não quero ser sério...
A vida pede menos que isso!
Sou uma criança na busca da liberdade,
Sou livre para respeitar
A sua liberdade, somos livres
Para respeitar uns aos outros,
Somos crianças adultas.
E ser criança não é viver
De criancice, somos responsáveis
Pelas nossas ações, ser pássaro
E saber voar, ter cuidado
Para não dar motivos
Para ser prendido e a asa cortar.
Somos crianças a romper barreiras,
Somos criança na sede do saber.
A educação nos lapida, o estado
Nos assassina, temos de por
Fim naquilo que nos marginaliza.
Sou criança, somos criança
E vemos a vida como adultos,
Nos tornam adultos, e matam
A nossa inocência de acreditar na vida,
De acreditar no amor a se mesmo
E ao próximo.
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25 maio, 2026
Um mar revolto
Areia molhada e uma calha
A respingar chuva
Transbordando pela janela,
Coragem, e voava os sonhos,
A rede de descanso
Não mais ia e voltava,
Casa molhada, gatos
Passeando de um lado
A outro, fatos, relatos
Mundo imenso, mundo
Em meu ser pequeno,
De sonhos grandes
Do tamanho do mundo.
Beijos de jovens, praça vazia
Homens e mulheres
De mãos dadas
Não caminhavam pela rua,
Crianças não brincavam
De bicicleta, muito menos
De bola, senhores de idade
Isolados em suas casas.
Um governo a mentir
A economia do país
Um exército de andorinhas
Felizes fora do seu território,
Que nunca é o mesmo.
Desmatamento, poluição no ar,
Poluição noturna,
Milhares de seres sendo
Jorrado pelo ralo,
Gente na rede se conectando
Com quem nunca
Vai ver na vida real,
Solidão, suicídio
Morte de segundos,
Acidente vascular,
Bala perdida,
Gente afogada mesmo
Não estando no fundo
Do poço,
Nadamos no seco,
Sorrimos nossa desgraça.
Notícias sangrando
Morte prematura,
Assassinatos.
Tv de qualidade
Transmitindo em 3d
O real como se fosse
Imaginário.
Regras não foram feitas
Para serem apenas
Seguidas.
A constituição falha
E cremos nos “poderes”
A esperança vive no meu peito,
Creio em Deus,
E todos creem em algo,
Sozinhos não somos nada,
E nos isolamos, cada vez
Mais.
Rádio ligado, música
Com letras de múltiplos
Sentidos, e não é poesia.
Nada encanta,
Estimula o prazer
Do comodismo.
Meu bem quero café,
A vida vai passando
Acendo o cigarro
Mato-me aos poucos
(Não tenho pressa de morrer),
E nada parece valer a pena,
Meu bem, não há nada
A se lastimar, é o que parece,
Uma dose de conhaque
A agredir os orgãos,
Hoje não havera noite
De sexo, não leremos o jornal
Impresso.
Meu bem, sustentamos nossa
Hipocrisia, morremos
Pensando em renascer,
E nem sempre se encontra
A paz no branco
Manchado com elemento
Estranhos a corroer
O tempo enferrujado,
O mar revolto, dentro
Da gente, um mar revolto
Dentro da gente.
A respingar chuva
Transbordando pela janela,
Coragem, e voava os sonhos,
A rede de descanso
Não mais ia e voltava,
Casa molhada, gatos
Passeando de um lado
A outro, fatos, relatos
Mundo imenso, mundo
Em meu ser pequeno,
De sonhos grandes
Do tamanho do mundo.
Beijos de jovens, praça vazia
Homens e mulheres
De mãos dadas
Não caminhavam pela rua,
Crianças não brincavam
De bicicleta, muito menos
De bola, senhores de idade
Isolados em suas casas.
Um governo a mentir
A economia do país
Um exército de andorinhas
Felizes fora do seu território,
Que nunca é o mesmo.
Desmatamento, poluição no ar,
Poluição noturna,
Milhares de seres sendo
Jorrado pelo ralo,
Gente na rede se conectando
Com quem nunca
Vai ver na vida real,
Solidão, suicídio
Morte de segundos,
Acidente vascular,
Bala perdida,
Gente afogada mesmo
Não estando no fundo
Do poço,
Nadamos no seco,
Sorrimos nossa desgraça.
Notícias sangrando
Morte prematura,
Assassinatos.
Tv de qualidade
Transmitindo em 3d
O real como se fosse
Imaginário.
Regras não foram feitas
Para serem apenas
Seguidas.
A constituição falha
E cremos nos “poderes”
A esperança vive no meu peito,
Creio em Deus,
E todos creem em algo,
Sozinhos não somos nada,
E nos isolamos, cada vez
Mais.
Rádio ligado, música
Com letras de múltiplos
Sentidos, e não é poesia.
Nada encanta,
Estimula o prazer
Do comodismo.
Meu bem quero café,
A vida vai passando
Acendo o cigarro
Mato-me aos poucos
(Não tenho pressa de morrer),
E nada parece valer a pena,
Meu bem, não há nada
A se lastimar, é o que parece,
Uma dose de conhaque
A agredir os orgãos,
Hoje não havera noite
De sexo, não leremos o jornal
Impresso.
Meu bem, sustentamos nossa
Hipocrisia, morremos
Pensando em renascer,
E nem sempre se encontra
A paz no branco
Manchado com elemento
Estranhos a corroer
O tempo enferrujado,
O mar revolto, dentro
Da gente, um mar revolto
Dentro da gente.
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| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
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vida
08 maio, 2026
Monólogo
Gostoso é o nosso
Expressar:
Intimo quente, prazeroso, suave...
Nos lastimáveis momentos
Subitamente nos afastaremos
Para não fustigar as flores
Para não romper as rosas...
Quero enfatizar o amor,
Fantasiar a nossa vida.
Rapidamente não te avisto
Bato-me com os dentes
Faz-me derreter os olhos,
Não conseguindo
Avistar beleza.
E faço a minha vida
Um monólogo
Sombrio sem respostas.
Expressar:
Intimo quente, prazeroso, suave...
Nos lastimáveis momentos
Subitamente nos afastaremos
Para não fustigar as flores
Para não romper as rosas...
Quero enfatizar o amor,
Fantasiar a nossa vida.
Rapidamente não te avisto
Bato-me com os dentes
Faz-me derreter os olhos,
Não conseguindo
Avistar beleza.
E faço a minha vida
Um monólogo
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vida
05 maio, 2026
Laços de Humanidade: O Olhar Imprevisível do Cotidiano
A vida é como uma crônica em que o escritor escreve de forma imprevisível; o tempo passa na medida em que se relatam os acontecimentos cotidianos com o olhar que busca captar os mínimos detalhes. Sinto isso ao fazer a leitura do livro "Crônicas para ler em qualquer lugar". Esse livro mostra a essência de cada um dos três escritores: Xico Sá, Maria Ribeiro e Gregório Duvivier. As crônicas, por incrível que pareça, acabam complementando umas às outras.
Anteriormente, senti a necessidade de escrever sobre a borboleta amarela, mas o faço agora graças à leitura da crônica de Xico Sá, "O desafio da borboleta amarela". Nela, ele cita Rubem Braga e Clarice Lispector, apontando Humberto Werneck como o atual vencedor dessa arte de segui-la. É claro que acabei recorrendo também à crônica de Rubem Braga, "A Borboleta Amarela" — Retornando às leituras do livro "Crônicas para ler em qualquer lugar", surpreendo-me com a crônica de Gregório Duvivier sobre os caçadores de likes. Intitulada "A gente não quer só comida, a gente quer postar e quer ganhar like", ela me fez refletir sobre a borboleta amarela diante da tecnologia atual. Notei o falso prêmio das rolagens infinitas e o quanto estamos presos à tela, perdendo a borboleta de vista. Se antes era difícil enxergá-la, hoje tornou-se ainda mais; mesmo assim, continuamos alimentando nossa sede de forma ilusória. Maria Ribeiro, por sua vez, conecta esses pontos ao destacar a política como forma de união — seja em um show de Gilberto Gil e Caetano Veloso, ou na gratidão pela existência de Chico Buarque. Sua crônica "Obrigada, Bolsonaro" é carregada de ironia; talvez esse ser tenha sido um mal necessário para que, diante de momentos sombrios, lembremos que somos humanos necessitados de união para nos mantermos de pé.
É impossível não citar a crônica "A desaletrada da Rocinha", escrita por Xico Sá, que conta a história de uma senhora de idade. A história de Lindacy Menezes e a sua descoberta pelas letras aos seus 64 anos mostra a importância da arte da leitura e da escrita; o pedido de desculpa e se considerar desaletrada, e mesmo assim ter a ciência de que tomou gosto por dizer as coisas e contar a própria história, é de um valor extraordinário. Também é bom pontuar a importância de projetos literários nos bairros periféricos; foi graças à oficina "Festa Literária das Periferias" (FLUP) que foi descoberta a Lindacy e o reconhecimento de que fora revelada uma narradora de primeira, tendo Zuenir Ventura como alguém da plateia a prestigiar e também reconhecer o talento. Mas a crônica não para por aí; também cita questões de violência e a situação da Rocinha, assim como o caso Amarildo. Mas fico com as palavras finais do cronista, de agradecimento pelas lições de existência e o desabafo pessoal que por sua vez ganha o sentido universal, de se todos os ditos letrados fossem iguais à Lindacy. — Impossível não concordar com o cronista e seu lado humano de captar cada detalhe.
São três cronistas que se complementam de forma fantástica com várias outras crônicas incríveis. São crônicas para realmente ler em qualquer lugar e reacender o calor humano; é o despertar das ideias que compõem os laços da humanidade como o alçar do voo da borboleta.
Anteriormente, senti a necessidade de escrever sobre a borboleta amarela, mas o faço agora graças à leitura da crônica de Xico Sá, "O desafio da borboleta amarela". Nela, ele cita Rubem Braga e Clarice Lispector, apontando Humberto Werneck como o atual vencedor dessa arte de segui-la. É claro que acabei recorrendo também à crônica de Rubem Braga, "A Borboleta Amarela" — Retornando às leituras do livro "Crônicas para ler em qualquer lugar", surpreendo-me com a crônica de Gregório Duvivier sobre os caçadores de likes. Intitulada "A gente não quer só comida, a gente quer postar e quer ganhar like", ela me fez refletir sobre a borboleta amarela diante da tecnologia atual. Notei o falso prêmio das rolagens infinitas e o quanto estamos presos à tela, perdendo a borboleta de vista. Se antes era difícil enxergá-la, hoje tornou-se ainda mais; mesmo assim, continuamos alimentando nossa sede de forma ilusória. Maria Ribeiro, por sua vez, conecta esses pontos ao destacar a política como forma de união — seja em um show de Gilberto Gil e Caetano Veloso, ou na gratidão pela existência de Chico Buarque. Sua crônica "Obrigada, Bolsonaro" é carregada de ironia; talvez esse ser tenha sido um mal necessário para que, diante de momentos sombrios, lembremos que somos humanos necessitados de união para nos mantermos de pé.
É impossível não citar a crônica "A desaletrada da Rocinha", escrita por Xico Sá, que conta a história de uma senhora de idade. A história de Lindacy Menezes e a sua descoberta pelas letras aos seus 64 anos mostra a importância da arte da leitura e da escrita; o pedido de desculpa e se considerar desaletrada, e mesmo assim ter a ciência de que tomou gosto por dizer as coisas e contar a própria história, é de um valor extraordinário. Também é bom pontuar a importância de projetos literários nos bairros periféricos; foi graças à oficina "Festa Literária das Periferias" (FLUP) que foi descoberta a Lindacy e o reconhecimento de que fora revelada uma narradora de primeira, tendo Zuenir Ventura como alguém da plateia a prestigiar e também reconhecer o talento. Mas a crônica não para por aí; também cita questões de violência e a situação da Rocinha, assim como o caso Amarildo. Mas fico com as palavras finais do cronista, de agradecimento pelas lições de existência e o desabafo pessoal que por sua vez ganha o sentido universal, de se todos os ditos letrados fossem iguais à Lindacy. — Impossível não concordar com o cronista e seu lado humano de captar cada detalhe.
São três cronistas que se complementam de forma fantástica com várias outras crônicas incríveis. São crônicas para realmente ler em qualquer lugar e reacender o calor humano; é o despertar das ideias que compõem os laços da humanidade como o alçar do voo da borboleta.
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| Imagem da capa do livro "Crônicas para ler em qualquer lugar", por Xico Sá, Gregório Duvivier e Maria Ribeiro. |
Indecisão
Viver,
Morrer,
Ressuscitar
Extremos da vida
Tudo vai do que
Fica, tudo
Foge...
Em tormentos
Mas, no fundo,
Tudo é vício,
Tudo é droga
Coca-cola
Deita e rola
Num papel de cetim
E eu vou
E nunca fico...
Morrer,
Ressuscitar
Extremos da vida
Tudo vai do que
Fica, tudo
Foge...
Em tormentos
Mas, no fundo,
Tudo é vício,
Tudo é droga
Coca-cola
Deita e rola
Num papel de cetim
E eu vou
E nunca fico...
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| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
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09 abril, 2026
Imortal
O ano passa,
Tudo passa
E o que resta
É a vida
Daqueles
Que de fato
Quer viver.
Todo ser humano
É imortal
Quando ele
Quer viver
Eternamente.
Todo ser humano
É imortal,
Atravessa o tempo,
É sangue que germina
E nasce
Em várias formas.
E o que resta
É a vida
Daqueles
Que de fato
Quer viver.
Todo ser humano
É imortal
Quando ele
Quer viver
Eternamente.
Todo ser humano
É imortal,
Atravessa o tempo,
É sangue que germina
E nasce
Em várias formas.
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| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
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04 abril, 2026
Sentimento
Queria sair sorrindo
E realmente sentir
O meu ser interior bem
Eu queria contagiar todos
Com o meu sorriso
E sentir que por dentro
Elas também se sentem bem.
Eu queria dizer que estou bem
Sem ter que disfarçar
Eu queria olhar nos olhos
E a verdade,
A minha verdade encontrar.
Eu queria desejar bom dia
E sentir abraçado
Com as respostas dos passarinhos
Ou quem sabe das pedras
Que ali paradas muito
Deve ser a contar.
Eu queria - eu quero
Isso é determinação?
Eu quero, eu vou, eu consigo
- Meu bem, não quero
Me frustrar.
Eu não quero criar perspectiva,
Não quero que nada seja superficial
Eu não quero que nada seja feito
Como eu quero,
Que tudo seja feito como tem de ser
Sem que eu venha a planejar.
Se tudo tem que ser assim,
Ou se eu posso querer que seja assim.
Que nas dificuldades da vida
Eu aprenda a amar.
E realmente sentir
O meu ser interior bem
Eu queria contagiar todos
Com o meu sorriso
E sentir que por dentro
Elas também se sentem bem.
Eu queria dizer que estou bem
Sem ter que disfarçar
Eu queria olhar nos olhos
E a verdade,
A minha verdade encontrar.
Eu queria desejar bom dia
E sentir abraçado
Com as respostas dos passarinhos
Ou quem sabe das pedras
Que ali paradas muito
Deve ser a contar.
Eu queria - eu quero
Isso é determinação?
Eu quero, eu vou, eu consigo
- Meu bem, não quero
Me frustrar.
Eu não quero criar perspectiva,
Não quero que nada seja superficial
Eu não quero que nada seja feito
Como eu quero,
Que tudo seja feito como tem de ser
Sem que eu venha a planejar.
Se tudo tem que ser assim,
Ou se eu posso querer que seja assim.
Que nas dificuldades da vida
Eu aprenda a amar.
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vida
24 março, 2026
Destino
Corria no asfalto
Feito um carro
Sem roda,
Derrapa...
Des-
li-
za
no
as-
fal-
to...
Volta,
Vai,
Fica
Foge...
Indecisão
Da vida
Tudo
Foge
Tudo
Fica na vida
De um jovem.
Feito um carro
Sem roda,
Derrapa...
Des-
li-
za
no
as-
fal-
to...
Volta,
Vai,
Fica
Foge...
Indecisão
Da vida
Tudo
Foge
Tudo
Fica na vida
De um jovem.
14 março, 2026
Hoje eu acordei cheio de interrogações
O que há de mais belo na vida?
Hoje eu acordei, simplesmente!
Olhei para a minha própria pessoa,
O espelho sorriu pra mim,
Somente eu que não sorri para o espelho.
Uma luz tênue incomodava a minha visão.
Acordei cheio de perguntas,
(Pergunta sem resposta é foda!).
O café não estava amargo,
Café doce, não como a vida...
A vida nem sempre é uma poesia!
Como os poetas querem enxergar
Apenas beleza?
A vida é bela? O que há de mais belo
Além da vida?
Cada tropeço que o ser leva no dia-a-dia.
Cantava o Drummond "tinha uma pedra no meio do caminho",
Quantas pedras há no caminho?
Pulamos ou tropeçamos (chutamos?).
O que se esconde por detrás de toda beleza?
Muitas das vezes somos cegos diante ao belo.
Belo? Belo é a vida, mais belo ainda é viver...
Viver é correr o risco de desviar das pedras ou tropeçar.
Risco gostoso, vida de adrenalina e fotografias.
Belo é o que registramos de mais gostoso,
É o que compartilhamos para os mais chegados.
Belo é o abraço, não esperado.
Belo é o beijo em plena manhã.
Belo é o viver humano... Mais o que será mesmo belo?
Hoje eu acordei cheio de interrogações.
Hoje eu acordei, simplesmente!
Olhei para a minha própria pessoa,
O espelho sorriu pra mim,
Somente eu que não sorri para o espelho.
Uma luz tênue incomodava a minha visão.
Acordei cheio de perguntas,
(Pergunta sem resposta é foda!).
O café não estava amargo,
Café doce, não como a vida...
A vida nem sempre é uma poesia!
Como os poetas querem enxergar
Apenas beleza?
A vida é bela? O que há de mais belo
Além da vida?
Cada tropeço que o ser leva no dia-a-dia.
Cantava o Drummond "tinha uma pedra no meio do caminho",
Quantas pedras há no caminho?
Pulamos ou tropeçamos (chutamos?).
O que se esconde por detrás de toda beleza?
Muitas das vezes somos cegos diante ao belo.
Belo? Belo é a vida, mais belo ainda é viver...
Viver é correr o risco de desviar das pedras ou tropeçar.
Risco gostoso, vida de adrenalina e fotografias.
Belo é o que registramos de mais gostoso,
É o que compartilhamos para os mais chegados.
Belo é o abraço, não esperado.
Belo é o beijo em plena manhã.
Belo é o viver humano... Mais o que será mesmo belo?
Hoje eu acordei cheio de interrogações.
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| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
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10 agosto, 2021
Rindo de mim mesmo
Joguei os meus problemas fora e agora eu estou rindo da minha própria pessoa kkkkk como eu fui ingênuo, bobo, tolo, por me deixar levar com as situações que não tem nada a ver comigo! Kkkkk passar dos 18 como se estivesse ainda vivendo 18 dias, chegar aos 27 e saber que 27 anos não são 27 dias. Acho que o tempo vem me ensinando a ser sábio! (Kkkkk)
Como me apeguei a tanta gente ao ponto de me decepcionar com várias pessoas, quantas vezes eu joguei a culpa para eu mesmo? Como me levei pela paixão, pelo amor e pela ilusão? Kkkkk Me deparei comigo mesmo ao ponto de perceber que tudo não passou de uma farsa, tudo isso me serviu como forma de maturidade.
E eu que achava que o maior ambiente que o ser poderia ter seria numa porta de um bar e rodeado de amigos kkkkk nada disso é real, a gente vai descobrindo que existe “amigo” e “amizades”, uma vez eu ouvi essas palavras de uma pessoa, era mais ou menos 1h da madrugada, quando estavamos fumando um cigarro para passar o tempo. Ele me disse “Valter, você tem 26 anos, 26 anos não são 26 dias”, baixei a cabeça e concordei, ele prosseguiu “existe pessoas que anda com você, riem das suas palavras, brincam com você, mas por dentro não estão gostando de nada”. Dias depois levei a maior porrada da minha vida para nunca mais esquecer!
Assistindo a série “Amor e anarquia”, na Netflix, horas e outras eu deparo comigo mesmo e rio da minha situação, quando passamos a rirmos da nossa própria situação, nos tornamos sábios, desde quando aprendamos com cada situação. Quantas vezes eu tentei ser “descolado”, quantas vezes eu fiz o que não era de minha conduta para pressionar os outros e elas verem que eu também posso? Quantas vezes eu deixei de ser eu mesmo para me sentir inserido na sociedade ou de um determinado grupo de pessoas? Kkkkk nada melhor que descobrir a si mesmo, se olhar no espelho e dizer, esse cara que reflete no espelho sou eu, quero ser eu mesmo, quero ter a minha própria identidade, não quero ser o outro.
Quanto ao sexo? Sou livre para transar com quem eu quiser! (Rsrs) Não quero ser careta como muita gente da nossa sociedade, que condena uns aos outros e que muitas das vezes não aceitam a orientação sexual do próximo.
Quantas vezes já escutei algumas pessoas falando “Valter, você é ingênuo”, “Valter, somente vou lhe aconselhar uma vez:, não irei bater na tecla várias vezes, você já é adulto, pois sabe o que é certo e errado”, e de fato tinham razão. Agora eu estou rindo da minha própria pessoa.
A escrita é o meu desabafo de cada dia, o papel e a caneta é o meu instrumento.
Como me apeguei a tanta gente ao ponto de me decepcionar com várias pessoas, quantas vezes eu joguei a culpa para eu mesmo? Como me levei pela paixão, pelo amor e pela ilusão? Kkkkk Me deparei comigo mesmo ao ponto de perceber que tudo não passou de uma farsa, tudo isso me serviu como forma de maturidade.
E eu que achava que o maior ambiente que o ser poderia ter seria numa porta de um bar e rodeado de amigos kkkkk nada disso é real, a gente vai descobrindo que existe “amigo” e “amizades”, uma vez eu ouvi essas palavras de uma pessoa, era mais ou menos 1h da madrugada, quando estavamos fumando um cigarro para passar o tempo. Ele me disse “Valter, você tem 26 anos, 26 anos não são 26 dias”, baixei a cabeça e concordei, ele prosseguiu “existe pessoas que anda com você, riem das suas palavras, brincam com você, mas por dentro não estão gostando de nada”. Dias depois levei a maior porrada da minha vida para nunca mais esquecer!
Assistindo a série “Amor e anarquia”, na Netflix, horas e outras eu deparo comigo mesmo e rio da minha situação, quando passamos a rirmos da nossa própria situação, nos tornamos sábios, desde quando aprendamos com cada situação. Quantas vezes eu tentei ser “descolado”, quantas vezes eu fiz o que não era de minha conduta para pressionar os outros e elas verem que eu também posso? Quantas vezes eu deixei de ser eu mesmo para me sentir inserido na sociedade ou de um determinado grupo de pessoas? Kkkkk nada melhor que descobrir a si mesmo, se olhar no espelho e dizer, esse cara que reflete no espelho sou eu, quero ser eu mesmo, quero ter a minha própria identidade, não quero ser o outro.
Quanto ao sexo? Sou livre para transar com quem eu quiser! (Rsrs) Não quero ser careta como muita gente da nossa sociedade, que condena uns aos outros e que muitas das vezes não aceitam a orientação sexual do próximo.
Quantas vezes já escutei algumas pessoas falando “Valter, você é ingênuo”, “Valter, somente vou lhe aconselhar uma vez:, não irei bater na tecla várias vezes, você já é adulto, pois sabe o que é certo e errado”, e de fato tinham razão. Agora eu estou rindo da minha própria pessoa.
A escrita é o meu desabafo de cada dia, o papel e a caneta é o meu instrumento.
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22 agosto, 2020
Vícios
Entra de cabeça e pés
Em um caminho sem saída
Sua vida iguala um forte rubro
Sem paz!
Faz da vida um jogo
Que flutua e desce
Nas águas cristalinas
E se transforma
Em sofrimento singelo
Se perde nos vícios asquerosos
Quando tudo esta pra ser tarde
Você se isola, se entrega
Sequer vislumbra vontade
Se debate com crise
De abstinência, pertinência
Dias depois tudo parece ser bem.
É solto!
Mas o que vem a sua cabeça
Alimenta-se dos seus vícios
Deixando tristes lágrimas
Descendo pelas cachoeiras?
Em um caminho sem saída
Sua vida iguala um forte rubro
Sem paz!
Faz da vida um jogo
Que flutua e desce
Nas águas cristalinas
E se transforma
Em sofrimento singelo
Se perde nos vícios asquerosos
Quando tudo esta pra ser tarde
Você se isola, se entrega
Sequer vislumbra vontade
Se debate com crise
De abstinência, pertinência
Dias depois tudo parece ser bem.
É solto!
Mas o que vem a sua cabeça
Alimenta-se dos seus vícios
Deixando tristes lágrimas
Descendo pelas cachoeiras?
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05 abril, 2019
Todo ser humano deveria ter o direito de escolha à vida
Nada pior do que o sofrimento, o sofrimento é capaz de levar o ser a fazer coisas que menos imagina, quem sabe ao suicídio, a morte como uma forma de “descanso profundo”. Falar sobre a eutanásia, é necessário, todo ser humano deveria ter o direito de escolher se quer viver ou morrer.
Rubem Alves, foi um dos únicos escritores que eu vi abordar sobre a eutanásia, e ele abriu a interrogação, do porquê, que um ser humano, não tem o direito de escolha à vida.
Hoje eu leio o noticiário em que um senhor de idade ajudou a esposa a fazer a própria eutanásia, ela sofria de uma esclerose múltipla, esse foi o caso de Ángel Hernández e María José Carrasco. Com certeza não foi uma decisão fácil para eles, Maria José Carrasco não queria mais viver, diante a cada situação, a dor, diante ao sofrimento, e quem ama sente, com certeza foi uma decisão difícil até mesmo para o Ángel Hernández.
E tudo isso faz com que seja aberto uma discussão sobre a eutanásia, diante a muita gente que sofre de doenças incuráveis, pessoas vegetando no leito de um hospital… É algo que jamais vou querer para a minha própria vida, e algo que ser humano algum quer para si mesmo. Nada pior do que o sofrimento, saber que esse sofrimento não vai passar é pior ainda, e a escolha? É a morte, porque não há mais sentido de continuar vivendo.
A escolha foi de ambos, um momento que todos sofrem, e sabem que é o que tinha de ser feito, escolha também dolorosa. E a eutanasia é morrer, sem sentir dor, é dar o fim a vida, um basta para todo o sofrimento causado por uma doença ou mais.
Rubem Alves, foi um dos únicos escritores que eu vi abordar sobre a eutanásia, e ele abriu a interrogação, do porquê, que um ser humano, não tem o direito de escolha à vida.
Hoje eu leio o noticiário em que um senhor de idade ajudou a esposa a fazer a própria eutanásia, ela sofria de uma esclerose múltipla, esse foi o caso de Ángel Hernández e María José Carrasco. Com certeza não foi uma decisão fácil para eles, Maria José Carrasco não queria mais viver, diante a cada situação, a dor, diante ao sofrimento, e quem ama sente, com certeza foi uma decisão difícil até mesmo para o Ángel Hernández.
E tudo isso faz com que seja aberto uma discussão sobre a eutanásia, diante a muita gente que sofre de doenças incuráveis, pessoas vegetando no leito de um hospital… É algo que jamais vou querer para a minha própria vida, e algo que ser humano algum quer para si mesmo. Nada pior do que o sofrimento, saber que esse sofrimento não vai passar é pior ainda, e a escolha? É a morte, porque não há mais sentido de continuar vivendo.
A escolha foi de ambos, um momento que todos sofrem, e sabem que é o que tinha de ser feito, escolha também dolorosa. E a eutanasia é morrer, sem sentir dor, é dar o fim a vida, um basta para todo o sofrimento causado por uma doença ou mais.
09 março, 2018
A vida é assim
A vida é assim
Tudo assim
Eu sem jeito
A vida
Devagar
Uma cerveja
Transbordando
Em pleno
Domingo.
Poesia
Bela
Ver a morena
Andando
Rebolando
Deslizando
Beleza
Extrema
Da beleza.
É a vida
E eu
Apaixonado
Pelas belas
Canções
E ponho-me
A dançar.
Chamo a moça
Que eu tanto
Mirei e sequer
Tem dado-me
Bola, para dançar
- Recebi um não...
Outra moça
Ao meu
Lado
Na minha cola
Quando viu
Não me deixou
Na mão
E Dançou comigo
- Fizemos
Um belo par.
Tudo assim
Eu sem jeito
A vida
Devagar
Uma cerveja
Transbordando
Em pleno
Domingo.
Poesia
Bela
Ver a morena
Andando
Rebolando
Deslizando
Beleza
Extrema
Da beleza.
É a vida
E eu
Apaixonado
Pelas belas
Canções
E ponho-me
A dançar.
Chamo a moça
Que eu tanto
Mirei e sequer
Tem dado-me
Bola, para dançar
- Recebi um não...
Outra moça
Ao meu
Lado
Na minha cola
Quando viu
Não me deixou
Na mão
E Dançou comigo
- Fizemos
Um belo par.
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08 março, 2018
A mulher
Quem muito lutou
Para conquistar
Seus direitos
Quem muito
Lutou
Para ser respeitada
Quem muito lutou
Para ser amada
Quem muito lutou
Para ser mulher
E a mulher
Que sempre foi
Quem é digna
De todo respeito
A mulher esse ser
Especial
Complemento
Do homem
Mas sem dono
Faz parte do homem
Mas não tem dono
Porque a mulher tem
A sua autonomia
Tem a sua elegância
Tem a sua beleza
Tem o seu poder.
A mulher é vida
E o homem
Faz parte da mulher
Assim como
A mulher faz parte
Do homem.
Para conquistar
Seus direitos
Quem muito
Lutou
Para ser respeitada
Quem muito lutou
Para ser amada
Quem muito lutou
Para ser mulher
E a mulher
Que sempre foi
Quem é digna
De todo respeito
A mulher esse ser
Especial
Complemento
Do homem
Mas sem dono
Faz parte do homem
Mas não tem dono
Porque a mulher tem
A sua autonomia
Tem a sua elegância
Tem a sua beleza
Tem o seu poder.
A mulher é vida
E o homem
Faz parte da mulher
Assim como
A mulher faz parte
Do homem.
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31 outubro, 2017
Viver
É gostoso
Você saber viver
Amar a vida
É como você
Se banhar
Em um mar
De pétalas
De lírios
É sentir o cheiro
Do lis
Vagarosamente
É belo
Saber viver
O dia
Não deixando
Que ele escureça.
…
Não deixe de sentir...
Você saber viver
Amar a vida
É como você
Se banhar
Em um mar
De pétalas
De lírios
É sentir o cheiro
Do lis
Vagarosamente
É belo
Saber viver
O dia
Não deixando
Que ele escureça.
…
Não deixe de sentir...
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| Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil. |
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