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31 maio, 2026

Somos crianças

Sempre serei uma criança
Sorridente, com alma de menino.
Não quero ser sério...
A vida pede menos que isso!
Sou uma criança na busca da liberdade,
Sou livre para respeitar
A sua liberdade, somos livres
Para respeitar uns aos outros,
Somos crianças adultas.
E ser criança não é viver
De criancice, somos responsáveis
Pelas nossas ações, ser pássaro
E saber voar, ter cuidado
Para não dar motivos
Para ser prendido e a asa cortar.
Somos crianças a romper barreiras,
Somos criança na sede do saber.
A educação nos lapida, o estado
Nos assassina, temos de por
Fim naquilo que nos marginaliza.
Sou criança, somos criança
E vemos a vida como adultos,
Nos tornam adultos, e matam
A nossa inocência de acreditar na vida,
De acreditar no amor a se mesmo
E ao próximo.


Menino sorridente sentado no chão, simulando voar com os braços abertos. Ele usa chapéu de aviador antigo com óculos, cachecol verde e calça jeans. Ao seu lado esquerdo, há um avião de brinquedo feito de madeira, sobre um piso de tábuas rústicas.
Menino sorridente sentado no chão, simulando voar com os braços abertos. Ele usa chapéu de aviador antigo com óculos, cachecol verde e calça jeans. Ao seu lado esquerdo, há um avião de brinquedo feito de madeira, sobre um piso de tábuas rústicas. Imagem da Internet 


21 maio, 2026

Amor inefável

É inefável
A tua clemência!
O teu martírio, inexorável...
É mister
Saber cuidar-se.
Nem sempre
Se encontra uma mão,
Cuidado!
O seu coração
Que tanto
Sofre
Ficará lasso
Constantemente.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa polo cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


08 maio, 2026

Monólogo

Gostoso é o nosso
Expressar:
Intimo quente, prazeroso, suave...
Nos lastimáveis momentos
Subitamente nos afastaremos
Para não fustigar as flores
Para não romper as rosas...
Quero enfatizar o amor,
Fantasiar a nossa vida.
Rapidamente não te avisto
Bato-me com os dentes
Faz-me derreter os olhos,
Não conseguindo
Avistar beleza.
E faço a minha vida
Um monólogo
Sombrio sem respostas.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


22 abril, 2026

O amor em cada sorriso

Como pode o amor se perder
E sequer ser encontrado,
O amor se perdeu por entre
A beleza, e por lá ficou.
Mas o amor, o amor pode se perder?
Logo o menino saiu
Pela estrada,
E viu uma flor, sorriu
Viu os olhos da menina distante,
E sorriu,
Viu o barquinho de papel
Navegando pelo mar
E sorriu, fez um aviãozinho
E sorriu, e o amor
O amor encontra-se no olhar
De quem sabe ver a vida,
E levar na face um belo sorriso.
O amor foi encontrado,
E quem semeou o amor
Semeou pra todos
Pra que possamos saber
Viver, e quem vive
Carrega dentro de si
O amor, em cada
Sorriso.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.




10 abril, 2026

O amor é cego

A beleza engana o olhar humano,
Sem que ao menos perceba.
O amor é cego (como dizem)
Quantas vezes cego, pode prender-se
Numa paixão que nunca existiu?
Correr o risco, é necessário!
(O que todos sabem)
Quem nunca ficou preso
Nos braços de uma mulher?
E ela, sempre a esbanjar o olhar
Faceiro. Querer e amar,
Não somos donos um do outro
Mas, no amor? (sempre quer ser!)
Eu sou seu, e você é minha
(Tudo isso é posse)
Todos acham belo, lindo...
Ah! O amor é lindo! (suspiram)
E sempre foi assim,
A minha mulher,
A minha companheira,
A minha... Ela é apenas
minha e de mais ninguém.
Cego, fica-se, diante do amor,
Cada um se entrega da sua forma.
Não bem se sabe, se é
Prisioneiro ou livre.
O que se sabe é que todo
Mundo quer um amor,
Quer um alguém
Para chamar de seu.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


03 outubro, 2025

Meu velho

Eu te amo
E amo de braços abertos
Para lhe abraçar
E beijar.
Eu te amo
E amo com muito
Amor, e nada mais.
Eu te amo sem maldade
Alguma, eu te amo
Muito.
Eu te amo e componho
Essas palavras.
Eu te amo e sempre
Amarei.
Eu te amo e amo
De verdade
Eu te amo meu bem
Com muito amor e carinho
Meu velho sapato
Azul marinho.


Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.





01 novembro, 2019

Amor!

Alçar um voo,
E perder-se na plenitude...
Asas que podem quebrar,
E tudo vai descendo
Os céus desabam;
As nuvens descem pelas colinas,
Meu coração canta a aurora,
Cadê você minha menina?
Os montes que construí
tentei traçar nós dois
Tracei a vida de uma vida
Tracei um amor de um amor...
Ah! tudo desaba!!!

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


12 maio, 2018

Amor é liberdade

Sim! Amor é liberdade, e cada um vai ter a sua interpretação, não adianta amar e não ser livre, não ter a liberdade de escolha. Todo ser humano deveria ter o direito de escolha, seja qual for a sexualidade, etnia... Para o amor não deveria existir barreiras! E todos falam de amor, e nem todos amam na mesma forma que falam que amam. Amar é se doar a vida, e são poucos que se doam a vida, até porque se doar a vida é se libertar para o que pode está por vir. Temos por nossa volta o preconceito, o do ódio... pessoas que buscam ser maior que o outra. O ego mata o que há de mais nobre, mata o sentimento que há dentro de si, a maneira de enxergar o outro muda, o ego é a vaidade que carregamos dentro de cada um de nós, muitas das vezes querendo ser superior a tudo e a todos. Quem ama tem de perder o ego ao longo do tempo, e ganhar a liberdade. Libertar-se é aprender a amar a vida, nem sempre como ela é, ou como deve ser, é quebrar barreiras, e germinar o que pregamos em palavras, amor, e amor é liberdade.

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