Mostrando postagens com marcador literatura do brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador literatura do brasil. Mostrar todas as postagens

03 julho, 2026

Dia

Fisga no peito o som da concha,
Serpenteia o ser na aurora.
Da fuga - desespero;
Da fisgada - refúgio;
Da penumbra - assombro;
Do escombro - reencontro.
Lá fora a chuva e o girassol
No olhar o brilho do sol
E todo um amarelo de náusea.
No óculos gotículas de lágrimas
E todo um papel vazio.
Sem poema,
Sem prosa...
           O nada.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Nada

Quero o nada,
E do nada quero
Fazer o silêncio.
Do silêncio, o nada.
Quero a paz, da
Paz o nada,
E de todo esse nada
Quero mergulhar
No meu próprio eu.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


28 junho, 2026

Gostoso

Gostoso é um beijar
De abstinência,
Quando tudo está
Perdido.
É um traçar de guerra
Em toda amplidão,
Enquanto o beija-flor
Pede a paz vizinha.
É um colar de pérolas
No teu pescoço
Para realçar o batom.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa branca.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


21 junho, 2026

Enganar a quem?

Enganar a quem senhores,
Com tanta promessa e tanta
Mentira? Enganar a quem?
Iludir toda a sociedade
Sofrida. Enganar a quem?
Cadê a vergonha na cara
Senhores, cadê?
A vergonha de sempre estar
A mentir, nas redes de televisão
Nas emissoras de rádio
E ao vivo, pegando nas mãos
Dos que nada tem
Na maior cara de pau
Enganar a quem senhores?

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


16 junho, 2026

Laço de amor

Num marco de uma estrela
Dois amores olhando
No infinito
Cada um em sua
Direção.
Cada um levanta
As mãos Como se pudessem
Tocar umas nas
Outras
e no pescoço
Cada um com
Um amuleto
que preenche juntos
Um coração.

Selfie de Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa branca.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


12 junho, 2026

Ilha

E se um dia eu encontrá-la?
Não ficarei sozinho, aproveitarei
Cada dia, junto a você.
Eu agora, sou apenas eu
E o nada que circula
Por minha volta.
Escrevo poesia, como se escrevesse
Um monólogo de meu próprio ser
Como um soliloquio qualquer
Meio que nostálgico.
Lírios, uma luz tênue
Que entra pela janela quebrada
Faz com que sinta por dentro...
Montanhas são gigantescas,
O céu é imenso.
E eu sou o que fica
No meio do mar.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior em formato de desenho.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


05 junho, 2026

Morte, negritude

A violência está no ar
Rubra a se banhar
Em sangue, e cadê
A misericórdia...
Os dias estão rotos,
E o coração pulsa
Tristezas escuras
Como o fim de uma cisterna.
Sentir! Cada elemento
Morrer em partículas,
Que não se juntam mais,
Cair no abismo,
E tudo, e tudo acaba
Não se encontrando
Mais.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa polo cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


03 junho, 2026

O poeta e o povo

E os poetas, os poetas
Necessitam falar,
Tirar tudo o que esta preso por dentro,
Sem medo, tem de falar
Para o povo, muito mais
Do que sente.
O poeta não pode calar,
Diante ao sistema,
Diante a tudo o que se passa,
Diante a opressão,
Diante ao massacre social.
O poeta tem de falar
O poeta tem de escrever,
Nada pode calar a boca do poeta,
O poeta tem de ser livre,
Tem de romper barreiras.
O poeta tem de respirar
E se o ar esta poluído
Buscar uma forma de falar
Se a água está poluída
Buscar uma forma de falar,
Se estão matando a natureza
Buscar uma forma de falar,
A sociedade precisa saber,
Que estão destruindo 
O que há de mais precioso,
A natureza.
Se querem cortar os direitos
Trabalhistas, o poeta tem de falar
Se o povo não tem como
Se sustentar, o preço
Dos alimentos estão auto
O poeta tem de falar,
Levantar o povo
E juntos protestar,
O poeta não pode morrer,
O poeta tem de sobreviver
O poeta tem de buscar,
O poeta, o poeta tem que
Ir além da poesia,
O poeta tem que ter ousadia
O poeta pertence ao povo.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior em formato de desenho colorido.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Liberdade e respeito para todos

Liberdade e respeito para o meu povo
Sofrido, que tanto vive na miséria
Liberdade e respeito para o meu povo
Esquecido pelos tiranos
Do plenário.
Liberdade para os poetas, escritores,
Cantores, jornalistas,
Liberdade de expressão,
Liberdade para poder
Reivindicar, liberdade
Para o povo, liberdade
Para todos.
Liberdade e respeito as
Classes trabalhistas,
Respeito aos alunos e professores
Das escolas públicas,
Justiça para as injustiças,
Chega de exterminarem 
As crianças e jovens.
Chega de enganarem
O povo, chega de alienação
Nos meios de comunicação
Liberdade e respeito para
Todos.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa com as cores branca e vermelha.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


25 maio, 2026

Um mar revolto

Areia molhada e uma calha
A respingar chuva
Transbordando pela janela,
Coragem, e voava os sonhos,
A rede de descanso
Não mais ia e voltava,
Casa molhada, gatos
Passeando de um lado
A outro, fatos, relatos
Mundo imenso, mundo
Em meu ser pequeno,
De sonhos grandes
Do tamanho do mundo.
Beijos de jovens, praça vazia
Homens e mulheres
De mãos dadas
Não caminhavam pela rua,
Crianças não brincavam
De bicicleta, muito menos
De bola, senhores de idade
Isolados em suas casas.
Um governo a mentir
A economia do país
Um exército de andorinhas
Felizes fora do seu território,
Que nunca é o mesmo.
Desmatamento, poluição no ar,
Poluição noturna,
Milhares de seres sendo
Jorrado pelo ralo,
Gente na rede se conectando
Com quem nunca
Vai ver na vida real,
Solidão, suicídio
Morte de segundos,
Acidente vascular,
Bala perdida,
Gente afogada mesmo
Não estando no fundo
Do poço,
Nadamos no seco,
Sorrimos nossa desgraça.
Notícias sangrando
Morte prematura,
Assassinatos.
Tv de qualidade
Transmitindo em 3d
O real como se fosse
Imaginário.
Regras não foram feitas
Para serem apenas
Seguidas.
A constituição falha
E cremos nos “poderes”
A esperança vive no meu peito,
Creio em Deus,
E todos creem em algo,
Sozinhos não somos nada,
E nos isolamos, cada vez
Mais.
Rádio ligado, música
Com letras de múltiplos
Sentidos, e não é poesia.
Nada encanta,
Estimula o prazer
Do comodismo.
Meu bem quero café,
A vida vai passando
Acendo o cigarro
Mato-me aos poucos
(Não tenho pressa de morrer),
E nada parece valer a pena,
Meu bem, não há nada
A se lastimar, é o que parece,
Uma dose de conhaque
A agredir os orgãos,
Hoje não havera noite
De sexo, não leremos o jornal
Impresso.
Meu bem, sustentamos nossa
Hipocrisia, morremos
Pensando em renascer,
E nem sempre se encontra
A paz no branco
Manchado com elemento
Estranhos a corroer
O tempo enferrujado,
O mar revolto, dentro
Da gente, um mar revolto
Dentro da gente.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos com lentes preta e camisa preta.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


21 maio, 2026

Ingenuidade

Beija flor és tão bela
Que me fascina!

Nostalgia, euforia

Fico indeciso
Com a nostalgia
E a euforia
Não sei se escrevo noites
Não sei se escrevo dias!


Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camiseta azul.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Amor inefável

É inefável
A tua clemência!
O teu martírio, inexorável...
É mister
Saber cuidar-se.
Nem sempre
Se encontra uma mão,
Cuidado!
O seu coração
Que tanto
Sofre
Ficará lasso
Constantemente.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa polo cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


18 maio, 2026

Eflúvio / desespero

Sinto cada eflúvio
Suando frio
No meu coração.
Dessa vida desalmada
Nada me satisfaz,
Somente a tua face
Molhada no meu colo
-me mata.

Selfie de Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa polo. Deitado na cama.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.




31 março, 2026

Meu voto

A poesia estampada na parede
Não mais se encontrava por lá
Passaram uma tinta nas palavras
E resolveram internar o poeta.

Milhares de livros queimados
Na praça pública, milhares
De escritores exilados
De um país pra outro, e todos

Que defende o estado, o vê
Como um desgraça, um ser
Marginalizado pela sua espécie,
Que ver de um artista um vagabundo.

E mando um salve a Gregório de Matos
Ao Boca de Brasa, Boca de Inferno
Pai da poesia brasileira, que muito cantou
Os males da política

E da sociedade mexiriqueira,
Um Salve aos que transformaram as palavras,
A Castro Alves, que cantava a liberdade
Um salve ao Lima Barreto, que por muitos

Foi descriminado, e queimaram as palavras
Dos poetas, queimaram as palavras
Daquele que escreveu a realidade,
Mas, não mataram as ideias

Daquele que pensa e busca transformar,
Viva a poesia, e os Poetas da Praça,
Viva aos boêmios da literatura,
Aos fumantes e aos que não bebem

E muito menos fumam,
Viva os que protestam e os que manifestam
Por um país, ou quem sabe um mundo
Melhor, viva o povo e toda sociedade

Que dorme, e quando levanta
Mostra que ainda existe esperança
E a sede de mudar é maior,
E a briga pelos direitos continua

Oprimem nossa sociedade,
Agridem nossa sociedade,
Assassinam nossa sociedade,
E temem a nossa sociedade,

Porque a sociedade sustenta-os
E não estamos distante da ditadura,
E muito menos de uma guerra civil,
O poeta escreveu o provérbio,

O hoje tudo vem sendo visto,
O amanhã pouco se sabe o que pode vir,
E o futuro, não bem se sabe se terá crianças
Felizes, brincando descalça pela rua.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


23 março, 2026

Vagarosa

Em todos os cantos encontro um soneto,
Palavras lapidadas, de amor,
Adjetivos que esquentam o corpo,
Numa forma ardente, como uma porção
De sensações, indo ao mesmo encontro.
Mulheres, que apaixonam a vida de um homem,
É capaz de torná-lo um cavalheiro,
Um grande buquê para a querida amada,
Uma pitada de vinho para adoçar o dia.
Escuta o cantar dos jograis,
Que cantam as composições dos trovadores,
Poemas a se espalharem por todos os cantos,
Sensibilizando no ar, todo o relento
Que vaga para o coração dos humanos.
Bate no peito, o calor profundo,
Um corpo em forma de escrita,
Curvos traço, corto palavras
Para mostrar a vida,
Os jovens podem viverem mais,
Eles sabem buscarem o amor,
E transformar tudo em poesia.







02 outubro, 2025

Amor e prosperidade

Melodia dos pássaros
Cantando para o além
Meditando o dia
Que passa lentamente.
Deixa a poesia bater
Na sua face,
Deixa o dia sorrir
Para você,
Para todos.
Abra a janela,
Abra a porta,
Deixa a música
Entrar na sua casa,
A luz é divina.
Que o dia seja sempre
Assim, de bons desejos
E encantos,
De harmonia e alegria,
De muita paz,
Amor e prosperidade.

Selfie de Valter Bitencourt Júnior usando óculos com armação preta e fazendo uso de camisa polo cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.





24 abril, 2021

Natureza

Serpenteia o meu corpo no teu
Como o rio na rocha a germinar.
Mundo perdido no ciclo,
Estrelas que some do mar…

Teu corpo traçado no meu,
Tua fragrância, o meu luar.
Meu aroma suado no teu
E os lírios no vento a gozar.

Minha alma em ti,
E a tua além mar
Ais que se romperam
Os meus olhos a rogar!

A natura que Deus nos deu
Vezo todo a sonhar!
Flores que já nasceram
Rosa de tristezas no ar!

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


22 agosto, 2020

Paixão

Tudo fica sem nexo
Quando triscamos
Em um rubro, a paixão!
Nos deixa fora de nós
É uma fisgada!
Que nos pega com garras
De dragões
Tudo entra em chamas.
A paixão é uma loucura
Instantânea
Nem sempre
Dá pra segurar.

Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.


Traços

Rastros
Que se vão...
Por ir...
... São teus,
Mulher errante!
Encontro-me
Numa pane
No fundo
Esvairado...
Me congelaste...
Moça de vida fácil?...
Virgem dos lábios núbeis
De olhares soslaios
-cheiro de traição:
Minh´alma se confunde
Duas mortes
Num só luar
Eu e tu...

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


09 agosto, 2020

Vezo

Furtarei a tua fragrância...
Sinto todos os dias
O teu aroma!...
Vou me banhar no teu corpo,
Todas as noites de jasmim!
Só para degustar o teu
Perfume.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior em formato de desenho colorido.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Postagens mais visitadas

Mastodon