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06 julho, 2026

As Regras do Jogo: Entre o Mercado Bruto e os Princípios da Humanidade

Querendo ou não, tudo envolve política, na medida em que se percebe a existência de um conjunto de regras que podem ser aplicadas, usadas ou quebradas. A coletividade, em sua essência, também é feita de política, e é isso que nos torna humanos: a capacidade de compreender a civilização e suas normas.

Erramos quando acreditamos que religião não se mistura com política, assim como o futebol e o meio ambiente. Tudo isso envolve política, bem como as diversas ideologias. Há quem se limite a não querer discutir política e religião, quando na verdade o debate é mais do que necessário. Afinal, não há como se calar diante do que vivenciamos no cotidiano, seja pelo aspecto benéfico ou não.

É fundamental trazer a questão sociológica para o centro do debate, até porque a sociedade carece dessa ciência. Diante de suas ideologias, o ser humano jamais deve abrir mão da análise social; afinal, ideologia sem sociologia resulta em desumanidade. Esse entendimento também é política, pois constitui regras que formam diferentes vertentes filosóficas.

Diante dessa visão, a sociologia e a filosofia caminham juntas. A necessidade de questionar e buscar respostas para a realidade é uma das maiores armas do pensamento humano. Recentemente, ao acompanhar os discursos anticomunistas no cenário político global, percebe-se a insistência na criação de um "monstro" artificial. Na verdade, o sistema capitalista teme o despertar crítico da sociedade e a sua consequente humanização.

Muitos aplaudem tais falas, alegando que o comunismo "não deu certo", mas não imaginam o que seria o capitalismo puro e o quanto ele seria prejudicial. Somos formados por construções políticas. O capitalismo selvagem, em sua essência bruta, é incapaz de criar as políticas públicas necessárias para atender a população sem a lógica da troca de capital. Isso torna o indivíduo refém de um sistema que, por sua natureza irrestrita, torna-se perverso.

Torna-se necessário amarrar toda essa visão diante da ignorância que muitas vezes nos prende e tenta nos limitar. Enquanto sociedade pensante, não podemos aceitar a desumanização imposta pela lógica do lucro acima da vida. É por meio do despertar crítico e da participação política que podemos transformar as regras do jogo, provando que ainda há humanidade no coração humano para construir um modelo econômico mais justo e socialmente responsável.

Imagem gerada por IA apenas para ilustrar o texto. A cena retrata o contraste social em uma grande metrópole, mostrando pessoas caminhando apressadas entre cartazes de protesto, letreiros comerciais e a realidade da desigualdade urbana no cotidiano.
Imagem gerada por IA apenas para ilustrar o texto. A cena retrata o contraste social em uma grande metrópole, mostrando pessoas caminhando apressadas entre cartazes de protesto, letreiros comerciais e a realidade da desigualdade urbana no cotidiano.


21 junho, 2026

Enganar a quem?

Enganar a quem senhores,
Com tanta promessa e tanta
Mentira? Enganar a quem?
Iludir toda a sociedade
Sofrida. Enganar a quem?
Cadê a vergonha na cara
Senhores, cadê?
A vergonha de sempre estar
A mentir, nas redes de televisão
Nas emissoras de rádio
E ao vivo, pegando nas mãos
Dos que nada tem
Na maior cara de pau
Enganar a quem senhores?

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


16 junho, 2026

Cansei de perseguição

Hoje resolvo fazer uma consulta
Médica, o senhor
Vai ter de examinar também
Toda a sociedade.
Doutor, estamos todos os dias
Sendo sugados, pernilongos,
Muriçocas, homens do plenário.
– Tem dias que somos perseguidos,
E outros dias somos esquecidos.
– Doutor, já inventaram
Alguma vacina contra a hipocrisia?
Quero uma para combater
A minha hipocrisia,
E toda hipocrisia social e política.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa polo cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


12 maio, 2026

A Arte Além do Engajamento: O Poder da Conscientização no Pagode

A arte também é conscientizar e ganha uma grande importância quando usada de forma benéfica e justa, como um dos meios de gerar conscientização e impacto significativo na sociedade (logo, me refiro à arte em si, como um todo). Acabei de assistir a um vídeo em que o cantor conhecido como "O Kanalha" canta a sua nova música contra a violência às mulheres. Excelente iniciativa que ele tem tomado; a luta contra o feminicídio continua. Ele inclui na música estatísticas e fatos reais sobre a violência contra as mulheres.

Tenho assistido, antes de ver esse outro vídeo, ele falando que perdeu seguidores e que, se ele canta músicas com letras de múltiplos sentidos, as pessoas escutam; e falou sobre um vídeo recente que teve um grande alcance de público: quando o assunto é conscientização, muitas dessas pessoas perdem o interesse. Muitos cantores descobriram que o que gera engajamento e até mesmo receita, seja na internet ou em shows, são músicas com palavras de duplos sentidos, com cunho, muitas das vezes, sexual e depreciativo, e que colocam a mulher como um objeto sexual (muitas das vezes); letras que citam drogas lícitas e ilícitas.

Quando "O Kanalha" cria a música titulada "Mulheres merecem respeito", ele mostra que é capaz de quebrar esse ciclo; em vez de dever oferecer ao público o que ele quer, o artista se torna livre e ganha independência. Lembrei de um sucesso que foi lançado em 2007, titulado como "Mulher brasileira (toda boa)", música composta pelos artistas J. Telles (Jorge Telles), Pepê e Márcio Vitor abordando a autoestima da mulher. Vejo essa música como uma das belas canções do pagode, que fez um grande sucesso através de Psirico.

Tem muita gente que fala super mal do pagode; são poucos que querem enxergar o que de fato se passa. Muitos desses artistas oferecem, como já citei acima, o que o público quer; eles se sustentam através disso, virou um dos meios de sobrevivência. O ser se torna escravo do público sem que ao menos perceba: a necessidade de ganhar dinheiro, o querer se tornar famoso e reconhecido de alguma forma. Até que o ser tenta buscar o seu próprio ritmo e renovar de alguma forma, ele passa, nessa questão, por algumas dificuldades, porque o público que ele atraiu é justamente o público que ele acabou cultivando através de suas letras.

Temos grandes artistas, quanto a isso não temos dúvida alguma. Cada artista busca construir o seu próprio público. Citei apenas dois artistas, porém sabemos que tem muitos outros quebrando esse ciclo e conseguindo superar. É claro que ele pode cantar várias outras músicas com letras de duplo sentido; esse choque de público que ele percebeu é muito importante para o próprio crescimento artístico.

Imagem reprodução, na imagem aparece o artista "O Kanalha".
Imagem: Reprodução 


10 maio, 2026

A Posse e a Desconstrução do Ter: O Caminho para a Humanização

O ser vai, ao longo do tempo, aprendendo a ter posse do que há por sua volta; o "é meu" é uma das palavras de propriedade em que todos querem segurar e dominar. Percebo a forma como algumas pessoas agem: todos, por sua vez, querem mostrar ter posse de bens materiais ou não materiais.

Desde o início da humanidade, o ser quer mostrar ter domínio e posse das coisas e brigam por isso, porque nem todos querem abrir mão do que lhes pertence. É claro que tem o seu lado positivo e negativo: positivo no quesito de que tem a consciência de posse, desde que não venha a ferir os direitos dos outros; negativo no quesito de apego e apropriação. O ser é humano por ter a consciência do que lhe pertence e se torna desumano na medida em que faz uso dessa consciência como forma de domínio ao outro: a escravização humana provocada através dela mesma. O ser humano pode ter consciência do que lhe pertence, compreende o espaço e suas limitações. Sabe-se também que existe, diante da posse, muitos dos direitos negados.

Todos ganham essa característica de posse desde o nascimento, por mais que ainda não se identifique o nome das coisas e para que servem; a posse, por sua vez, se torna uma questão de sobrevivência. O ser sente o que falta e, ao longo do tempo, vai aprendendo sobre as suas necessidades e existência; e, a partir da posse das coisas, também vai aprendendo a abrir mão como forma de libertação. Mas esse abrir mão depende do tipo de posse — por exemplo, de bens materiais, quando o ser percebe a importância de compartilhar e que não vive sozinho; ou, quem sabe, de acreditar ser dono do outro por questões abstratas ou por morarem juntos. Do concreto ao abstrato, o ser muitas das vezes busca ter posse como forma de autoridade sobre as coisas; isso já é do próprio ser humano e de seus instintos.

Quem muito demonstra ter posse das coisas busca mostrar autoridade; o "é meu" pode se tornar uma forma de diminuir o outro ou fazer com que o outro tenha a consciência do que não lhe pertence e do que é de si mesmo. Assim como há os que dizem "ter", também há os que dizem "não ter", logo percebemos as desigualdades. A desigualdade formada através de uma história passada que deixou herdeiros e uma dívida histórica que veio se formando ao longo do tempo, de pessoas que se tornaram escravizadas por impostores que se apropriaram de terras e se fizeram donas. A propriedade privada se torna desumana quando sabemos que há uma grande concentração de terras nas mãos de uma única pessoa, pessoa essa que se utilizou, muitas das vezes, da mão de obra escrava por muitos anos; divisão de terras é a luta por direitos negados e a busca incessante de justiça.

Percebe-se que há o lado negativo e positivo: o processo de aprendizagem e o seu amadurecimento da compreensão do significado de posse e o significado e sentido de ser humano na medida em que aprende a compartilhar e ser íntegro; da posse à desconstrução dela mesma como forma de humanização da própria espécie.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior, em formato de desenho feito através de ia, usando óculos, camisa azul
Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.


23 abril, 2026

Sina

A tragédia
Também produz dinheiro,
Para quem vive
Na ambição
De tirar proveito.
Tem gente lucrando
Da nossa miséria,
Tem gente lucrando
Da nossa desgraça,
Tem gente
Manipulando a nossa
Mente,
Tem gente zombando
Da gente.
Tem gente
De tudo que é jeito
Que tira proveito
Da nossa crença,
Que brinca
Com a nossa humildade,
Que brinca com a nossa
Lealdade:
- Sociedade vivendo na cegueira.
Tem gente que nos separa
Em oposição.
E sustentamos
Todo o sistema,
Para o nosso próprio
Desespero,
E ser visto
Como bom
Cidadão

Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.


20 abril, 2026

O Artifício da Inteligência e o Domínio do Ser

A inteligência artificial não é perfeita, muito menos capaz de substituir a mente humana, e quanto a isso não restam dúvidas. Se o fosse, não seria rotulada como "artificial" — termo que remete ao artifício, aquilo que é produzido pela técnica humana e que pode transitar entre o verdadeiro e o simulado. Compreender essa distinção é vital para que o usuário utilize a tecnologia com propriedade, mantendo sempre o domínio e a condução do processo, deixando claro que a máquina deve servir ao humano, e não o contrário.

A questão é que a pergunta não deve ser se o ser usa a inteligência artificial, mas como ele a está usando. Essa reflexão deve ser direcionada a si mesmo: como estou fazendo um bom uso da tecnologia, se a utilizo como forma de organizar as ideias, como aprendizado e descoberta, ou se estou apenas sendo um produto dela.

É, claro, que a inteligência artificial somente fará sentido se estiver contribuindo para o processo criativo em vez de apenas moldar pensamentos. Uma das questões que muitos vêm discutindo é justamente o impacto da tecnologia na criação, visto que muitos a utilizam para gerar músicas, textos e poesias de forma automática. O risco reside no fato de que, ao automatizar a entrega final, o ser humano acaba por terceirizar a própria essência da arte: o esforço, a dúvida e a descoberta que ocorrem durante o ato de criar. O ser "vende gato por lebre" e, por fim, acaba desconhecendo a sua própria criação, no sentido de que não participou desse processo criativo, mesmo utilizando a inteligência artificial.

Entende-se que o ser deve ter, ao menos, o mínimo de domínio sobre o que aborda; é a necessidade da busca por um repertório próprio para, assim, estruturar as ideias. A inteligência artificial trabalha a partir de fontes externas que se baseiam em outras fontes, que por sua vez se baseiam em diversas outras. Trata-se de um encadeamento de dados vindo de origens que se conectam a outras tantas, onde a capacidade de ocorrerem erros na mistura processada pelos algoritmos torna-se imensa, assim gerando, muitas das vezes, um enfeitamento de ideias convencionais.

O que vem sendo escrito aqui não é que a pessoa tenha que parar de fazer uso da inteligência artificial, mas sim como ela a está usando. Convenhamos: se todos passarem a criar apenas através da inteligência artificial, entendendo que ela trabalha através de conectivos externos que também se baseiam em outras fontes, chegará um tempo em que todos estarão transmitindo apenas cópias através de cópias? Nesse cenário, surge o esvaziamento do pensamento original, o que vai acarretar na insatisfação de quem vai consumir, e esse choque se dá justamente ao fato de que há um público que não virou produto da inteligência artificial.

Enfim, é graças a esse público que a inteligência artificial não consegue moldar por inteiro o pensamento humano. Esse grupo assume o papel vital de compreender a necessidade do processo de criação, tratando a tecnologia como um instrumento e não sendo um instrumento dela — o que abriria espaço para o domínio das gigantes da tecnologia e sua capacidade de controlar impulsos através do algoritmo.

Imagem da internet.


22 fevereiro, 2026

O Brasil Tem Presidente de Verdade!

Quem trabalha não rejeita o governo Lula , porque reconhece que hoje em dia tem o presidente que trabalha com políticas públicas, quem trabalha com políticas públicas trabalha contra as desigualdades. O presidente que não congelou o salário, como muitos senhores querem, o Lula deu aumento significativo ao salário, o governo Lula trabalha para garantir e preservar os direitos trabalhistas coisa que muitos governos de direita querem vetar. Projetos de leis criados para que pessoas de menos condições possam comprar o gás de cozinha, poder pagar a conta de energia elétrica, poder ter o alimento de cada dia (o Brasil saiu do mata da fome novamente, essa luta continua), isenção de imposto para quem ganha até 5000 (cinco mil reais) é um grande reparo histórico, a luta contra a escala 6X1 continua (pelo direito de trabalho justo e menos cansativo).
Na imagem aparece o presidente Lula seguida das palavras: Eu não estou governando para o mercado, e sim para o povo.
Eu não estou governando para o mercado, e sim para o povo. - Presidente Lula



Hoje em dia temo um Congresso que luta não somente contra o governo, Lula, quanto a toda sociedade brasileira, Congresso esse que foi capaz de vetar projetos de leis, assim contribuindo para o aumento da conta de energia elétrica, temos também um mercado que lucra as custas da sociedade brasileira, diante ao pequeno valor que o botijão de gás é repassado (nada justifica), principalmente quando sabemos o valor que os botijões são repassados para as distribuidoras. Graças ao governo Lula que foi feito um grande desmonte contra os que estavam roubando dinheiro do INSS, dinheiro esse que vem sendo devolvido aos aposentados, no governo Lula a polícia federal trabalha com independência e sem a interferência do governo, vemos grandes resultados até banqueiros sendo investigados e punidos por esquemas de lavagem de dinheiro. O Brasil está indo no caminho certo com o governo Lula, governo esse que continua fazendo história!

Na imagem o presidente Lula e inclusão das suas palavras: A razão da nossa existência é levantar e melhorar a vida do povo. - Presidente Lula
A razão da nossa existência é levantar e melhorar a vida do povo. - Presidente Lula



02 agosto, 2025

O Brasil é dos Brasileiros e o Lula Também

Desde o início do primeiro mandato que o Luiz Inácio Lula da Silva vem mostrando para que veio, veio realmente para cuidar da sociedade brasileira com implementação de mais políticas públicas. Diante as injustiças que o Lula tem sofrido, em 2018, muito ele tem aprendido, e voltou cheio de sede de governar com mais responsabilidade e dedicação e quem ganha é a sociedade brasileira, que por sua vez tem que reconhecer que o Lula é um grande exemplo de ser humano a governar o nosso país com transparência, governo digno e justo que luta até por justiça tributária.

Hoje em dia é visível que o Lula tem se tornado um verdadeiro democrata e estadista, não que antes não tenha sido, porém tudo vem se confirmando mais ainda, qual é o verdadeiro interesse do governo Lula, e é nada mais e nada menos que a luta contra a fome, a luta por uma sociedade que possa se alimentar ao menos 3 vezes ao dia, não é atoa que o Brasil saiu novamente do mapa da fome. A luta por justiça tributária tem que continuar e isenção de imposto para quem ganha até 5.000,00 (cinco mil) reais é nada mais e nada menos que uma reparação histórica, taxar os super ricos é mais que necessário, pois há quem queira apenas acumular riquezas e viver as custas da sociedade.

O governo Lula não congelou o salário mínimo, porque o governo Lula visa valorizar o suor do trabalhador e o salário dos aposentados brasileiros. Quanto ao caso do INSS, foi graças ao governo Lula que houve um desmonte de uma organização criminosa que fez um rombo bilionário através de descontos indevidos do dinheiro dos aposentados, a PF trabalhou sem nenhuma interferência do governo, trabalhou com liberdade e responsabilidade, fez buscas e apreensões, há até pessoas que já estão presas, o governo Lula por sua vez está garantindo a devolução de todo esse dinheiro desviado.

A luta pela soberania brasileira é de suma importância para o Brasil, o Lula vem seguindo firme e forte, não apenas o Lula quanto o STF, pois além de o Trump aplicar taxa 50% nos produtos brasileiros vem tentando aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, fazendo uso da Lei Magnitsky, lei essa que jamais deveria ser aplicada dessa forma e é visível que vem sendo aplicada por interesses políticos da parte de Donald Trump, querem nada mais e nada menos que boicotar o Brasil. Só que o Trump não imaginou que iria se deparar com um verdadeiro estadista, estadista esse que luta pela soberania brasileira, que por sua vez não está sozinho, o Lula continua fazendo história e o Trump por sua vez vem isolando os EUA a cada dia que passa, desvalorizando o dólar, aumentando o desemprego do próprio país.

O Brasil é dos brasileiros e o Lula também, dono de uma história de vida extraordinária, nasceu no nordeste, sabe o que é passar fome, muito tem lutado, para chegar no lugar que hoje em dia se encontra, isso incomoda muita gente.

Luiz Inácio Lula da Silva


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