Sempre serei uma criança
Sorridente, com alma de menino.
Não quero ser sério...
A vida pede menos que isso!
Sou uma criança na busca da liberdade,
Sou livre para respeitar
A sua liberdade, somos livres
Para respeitar uns aos outros,
Somos crianças adultas.
E ser criança não é viver
De criancice, somos responsáveis
Pelas nossas ações, ser pássaro
E saber voar, ter cuidado
Para não dar motivos
Para ser prendido e a asa cortar.
Somos crianças a romper barreiras,
Somos criança na sede do saber.
A educação nos lapida, o estado
Nos assassina, temos de por
Fim naquilo que nos marginaliza.
Sou criança, somos criança
E vemos a vida como adultos,
Nos tornam adultos, e matam
A nossa inocência de acreditar na vida,
De acreditar no amor a se mesmo
E ao próximo.
Aqui você encontra um pouco de tudo: poesias, crônicas, reflexões sociais e cotidianas...
31 maio, 2026
Somos crianças
Labels:
Amor,
criança,
educação,
literatura,
pássaros,
poema,
poesia,
respeitar,
saber,
somos crianças,
sorridente,
vida
30 maio, 2026
A Farsa do Combate ao Crime e o Jogo do Entreguismo: A Face de Quem Já Perdeu a Dignidade no Jogo Político
Muitas vezes, as pessoas se deixam levar por esse grupo dos Bolsonaros. Com essa turma não se brinca: eles mentem descaradamente, manipulam e enganam sem mais nem menos. O senador Flávio Bolsonaro pouco se importa com o combate ao crime organizado, assim como demonstra não ligar para a soberania do nosso país. Dependendo dele e de seus aliados, o Brasil corre o risco de se tornar o quintal dos Estados Unidos, entregue à macroeconomia deles e refém de suas leis restritivas e retaliações.
Os eleitores precisam ficar cientes do que realmente significa a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos EUA. É necessário que a sociedade aborde esse tema com propriedade, pois o objetivo de fundo é fazer com o Brasil o mesmo que fizeram com a Venezuela. Inclusive, muitas das instituições financeiras brasileiras correm o risco de se tornarem reféns das sanções norte-americanas.
Essa ala política tenta promover uma verdadeira lavagem cerebral na população, desviando o foco dos principais assuntos, como o caso do Banco Master e os possíveis envolvimentos do próprio Flávio Bolsonaro, de Jair Bolsonaro e de Eduardo Bolsonaro. Querem pintar o governo Lula como se fosse defensor do PCC e do CV quando, na verdade, não é. O debate central gira em torno da soberania nacional e da luta que já vem sendo travada dentro do nosso próprio território contra o crime organizado.
É fundamental destacar que o governo federal criou o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com um investimento de 11 bilhões de reais. Essa iniciativa tem surtido efeitos práticos de forma eficaz, bloqueando e rastreando bens e combatendo a lavagem de dinheiro das facções criminosas. Convido os leitores a pesquisarem sobre o programa Brasil Contra o Crime Organizado e a perceberem a importância dele. Que tal?
Não adiantará recorrer a esse jogo de entreguismo que caminha na contramão do desenvolvimento nacional. O Brasil tem pleno potencial para crescer e a família Bolsonaro não continuará destruindo o país com falsas propostas de salvação. Flávio Bolsonaro terá que responder por suas ações; o governo Lula não tem nada a temer. A estratégia que a oposição adota hoje serve apenas para desgastar a sua própria imagem, que já carrega o peso do histórico político de seu progenitor. Diante disso, a defesa da soberania e das instituições brasileiras permanece como o único caminho viável para o futuro da nação.
Os eleitores precisam ficar cientes do que realmente significa a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos EUA. É necessário que a sociedade aborde esse tema com propriedade, pois o objetivo de fundo é fazer com o Brasil o mesmo que fizeram com a Venezuela. Inclusive, muitas das instituições financeiras brasileiras correm o risco de se tornarem reféns das sanções norte-americanas.
Essa ala política tenta promover uma verdadeira lavagem cerebral na população, desviando o foco dos principais assuntos, como o caso do Banco Master e os possíveis envolvimentos do próprio Flávio Bolsonaro, de Jair Bolsonaro e de Eduardo Bolsonaro. Querem pintar o governo Lula como se fosse defensor do PCC e do CV quando, na verdade, não é. O debate central gira em torno da soberania nacional e da luta que já vem sendo travada dentro do nosso próprio território contra o crime organizado.
É fundamental destacar que o governo federal criou o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com um investimento de 11 bilhões de reais. Essa iniciativa tem surtido efeitos práticos de forma eficaz, bloqueando e rastreando bens e combatendo a lavagem de dinheiro das facções criminosas. Convido os leitores a pesquisarem sobre o programa Brasil Contra o Crime Organizado e a perceberem a importância dele. Que tal?
Não adiantará recorrer a esse jogo de entreguismo que caminha na contramão do desenvolvimento nacional. O Brasil tem pleno potencial para crescer e a família Bolsonaro não continuará destruindo o país com falsas propostas de salvação. Flávio Bolsonaro terá que responder por suas ações; o governo Lula não tem nada a temer. A estratégia que a oposição adota hoje serve apenas para desgastar a sua própria imagem, que já carrega o peso do histórico político de seu progenitor. Diante disso, a defesa da soberania e das instituições brasileiras permanece como o único caminho viável para o futuro da nação.
Labels:
artigo de opinião,
Banco Master,
bolsonaro,
brasil,
cidadania,
crime organizado,
debate político,
esquerda,
eua,
Geopolítica,
governo lula,
oposição,
política,
segurança pública,
soberania nacional
Leitura e Interpretação da Poesia "Versos Íntimos", de Augusto dos Anjos
Valter Bitencourt Júnior fazendo a leitura e a interpretação da poesia "Versos íntimos", de Augusto dos Anjos.
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de sua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de sua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Labels:
interpretação,
interpretando,
Leitura,
lendo,
ler,
literatura,
poema,
poesia,
Valter Bitencourt Júnior,
versos,
Versos Íntimos,
vídeo
25 maio, 2026
Um mar revolto
Areia molhada e uma calha
A respingar chuva
Transbordando pela janela,
Coragem, e voava os sonhos,
A rede de descanso
Não mais ia e voltava,
Casa molhada, gatos
Passeando de um lado
A outro, fatos, relatos
Mundo imenso, mundo
Em meu ser pequeno,
De sonhos grandes
Do tamanho do mundo.
Beijos de jovens, praça vazia
Homens e mulheres
De mãos dadas
Não caminhavam pela rua,
Crianças não brincavam
De bicicleta, muito menos
De bola, senhores de idade
Isolados em suas casas.
Um governo a mentir
A economia do país
Um exército de andorinhas
Felizes fora do seu território,
Que nunca é o mesmo.
Desmatamento, poluição no ar,
Poluição noturna,
Milhares de seres sendo
Jorrado pelo ralo,
Gente na rede se conectando
Com quem nunca
Vai ver na vida real,
Solidão, suicídio
Morte de segundos,
Acidente vascular,
Bala perdida,
Gente afogada mesmo
Não estando no fundo
Do poço,
Nadamos no seco,
Sorrimos nossa desgraça.
Notícias sangrando
Morte prematura,
Assassinatos.
Tv de qualidade
Transmitindo em 3d
O real como se fosse
Imaginário.
Regras não foram feitas
Para serem apenas
Seguidas.
A constituição falha
E cremos nos “poderes”
A esperança vive no meu peito,
Creio em Deus,
E todos creem em algo,
Sozinhos não somos nada,
E nos isolamos, cada vez
Mais.
Rádio ligado, música
Com letras de múltiplos
Sentidos, e não é poesia.
Nada encanta,
Estimula o prazer
Do comodismo.
Meu bem quero café,
A vida vai passando
Acendo o cigarro
Mato-me aos poucos
(Não tenho pressa de morrer),
E nada parece valer a pena,
Meu bem, não há nada
A se lastimar, é o que parece,
Uma dose de conhaque
A agredir os orgãos,
Hoje não havera noite
De sexo, não leremos o jornal
Impresso.
Meu bem, sustentamos nossa
Hipocrisia, morremos
Pensando em renascer,
E nem sempre se encontra
A paz no branco
Manchado com elemento
Estranhos a corroer
O tempo enferrujado,
O mar revolto, dentro
Da gente, um mar revolto
Dentro da gente.
A respingar chuva
Transbordando pela janela,
Coragem, e voava os sonhos,
A rede de descanso
Não mais ia e voltava,
Casa molhada, gatos
Passeando de um lado
A outro, fatos, relatos
Mundo imenso, mundo
Em meu ser pequeno,
De sonhos grandes
Do tamanho do mundo.
Beijos de jovens, praça vazia
Homens e mulheres
De mãos dadas
Não caminhavam pela rua,
Crianças não brincavam
De bicicleta, muito menos
De bola, senhores de idade
Isolados em suas casas.
Um governo a mentir
A economia do país
Um exército de andorinhas
Felizes fora do seu território,
Que nunca é o mesmo.
Desmatamento, poluição no ar,
Poluição noturna,
Milhares de seres sendo
Jorrado pelo ralo,
Gente na rede se conectando
Com quem nunca
Vai ver na vida real,
Solidão, suicídio
Morte de segundos,
Acidente vascular,
Bala perdida,
Gente afogada mesmo
Não estando no fundo
Do poço,
Nadamos no seco,
Sorrimos nossa desgraça.
Notícias sangrando
Morte prematura,
Assassinatos.
Tv de qualidade
Transmitindo em 3d
O real como se fosse
Imaginário.
Regras não foram feitas
Para serem apenas
Seguidas.
A constituição falha
E cremos nos “poderes”
A esperança vive no meu peito,
Creio em Deus,
E todos creem em algo,
Sozinhos não somos nada,
E nos isolamos, cada vez
Mais.
Rádio ligado, música
Com letras de múltiplos
Sentidos, e não é poesia.
Nada encanta,
Estimula o prazer
Do comodismo.
Meu bem quero café,
A vida vai passando
Acendo o cigarro
Mato-me aos poucos
(Não tenho pressa de morrer),
E nada parece valer a pena,
Meu bem, não há nada
A se lastimar, é o que parece,
Uma dose de conhaque
A agredir os orgãos,
Hoje não havera noite
De sexo, não leremos o jornal
Impresso.
Meu bem, sustentamos nossa
Hipocrisia, morremos
Pensando em renascer,
E nem sempre se encontra
A paz no branco
Manchado com elemento
Estranhos a corroer
O tempo enferrujado,
O mar revolto, dentro
Da gente, um mar revolto
Dentro da gente.
![]() |
| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
Labels:
crer,
ler,
literatura,
Literatura brasileira,
literatura do brasil,
morte,
música,
noite,
notícia,
poder,
poema,
poesia,
tv,
um mar revolto,
Valter Bitencourt Júnior,
vida
21 maio, 2026
Ingenuidade
Beija flor és tão bela
Que me fascina!
Nostalgia, euforia
Fico indeciso
Com a nostalgia
E a euforia
Não sei se escrevo noites
Não sei se escrevo dias!
Que me fascina!
Nostalgia, euforia
Fico indeciso
Com a nostalgia
E a euforia
Não sei se escrevo noites
Não sei se escrevo dias!
![]() |
| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
Labels:
euforia,
fascina,
indefeso,
ingenuidade,
literatura,
Literatura brasileira,
literatura do brasil,
nostalgia,
poesia,
Valter Bitencourt Júnior
Amor inefável
É inefável
A tua clemência!
O teu martírio, inexorável...
É mister
Saber cuidar-se.
Nem sempre
Se encontra uma mão,
Cuidado!
O seu coração
Que tanto
Sofre
Ficará lasso
Constantemente.
A tua clemência!
O teu martírio, inexorável...
É mister
Saber cuidar-se.
Nem sempre
Se encontra uma mão,
Cuidado!
O seu coração
Que tanto
Sofre
Ficará lasso
Constantemente.
![]() |
| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
Labels:
Amor,
amor inefável,
inefável,
literatura,
Literatura brasileira,
literatura do brasil,
poema curto,
poesia,
poesia curta,
Valter Bitencourt Júnior
Monólogo de um ser apaixonado
Não aguento ficar distante
De você,
É como estar faltando
Alguma coisa em mim.
Não sei o quê!...
Gostaria de traçá-la
Nas nuvens,
Mas mesmo assim
Triste!
Pois sei que elas se desmancham!
Não sei se suporto
A sua distancia
Mas queria
Morrer abraçado
Com você!
De você,
É como estar faltando
Alguma coisa em mim.
Não sei o quê!...
Gostaria de traçá-la
Nas nuvens,
Mas mesmo assim
Triste!
Pois sei que elas se desmancham!
Não sei se suporto
A sua distancia
Mas queria
Morrer abraçado
Com você!
![]() |
| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
Labels:
abraçado,
blogueiro,
distância,
escritor,
literatura,
monólogo de um ser apaixonado,
nuvens,
poema,
poesia,
poeta,
triste,
Valter Bitencourt Júnior
20 maio, 2026
A Direita Brasileira Está Prestes a Se Livrar de Seus Demônios
A cada dia é visível que é o fim de uma familícia que dividiu o nosso país e veio gerando discórdia e desavenças entre a sociedade. Diante das novas investigações e notícias que apontaram os envolvimentos dos Bolsonaros no caso do Banco Master, tudo vem mostrando que a direita está prestes a se livrar de seus demônios, por mais que eles tenham aparecido como se fossem os salvadores da pátria.
Quem sabe assim a direita aprenda de fato a se separar: a direita da extrema-direita. Talvez os novos candidatos, que vêm se vestindo com as mesmas roupagens do bolsonarismo, e boa parte da mídia comercial ainda não permitam isso. Mas é visível, a cada dia que passa, o fim do bolsonarismo e, quem sabe, de uma extrema-direita que saiu dos porões para assombrar o nosso país.
Atualmente surgiu em nosso país uma direita carregada de arrogância e mesquinhez, já prevista pelo conservadorismo ferrenho e o aceno ao mercado. Pior que isso é a extrema-direita, que manipula os demais através de fake news e distorção de notícias. O Brasil está prestes a se livrar de uma turma escrota e isso se tornou um meio de aprendizagem para que a história não se repita diante desses negadores da história do nosso país. Resta também ficar com os olhos abertos nos candidatos que vêm adotando a mesma postura dos Bolsonaros.
Pois bem, é o fim de um ciclo e todo cuidado é pouco para que não venha a surgir um novo ciclo de políticos que pouco se importam com a sociedade e visam nada mais, nada menos que lucrar junto ao mercado. É a direita se livrando dos demônios e do seu falso Messias, assim como dos clãs.
Quem sabe assim a direita aprenda de fato a se separar: a direita da extrema-direita. Talvez os novos candidatos, que vêm se vestindo com as mesmas roupagens do bolsonarismo, e boa parte da mídia comercial ainda não permitam isso. Mas é visível, a cada dia que passa, o fim do bolsonarismo e, quem sabe, de uma extrema-direita que saiu dos porões para assombrar o nosso país.
Atualmente surgiu em nosso país uma direita carregada de arrogância e mesquinhez, já prevista pelo conservadorismo ferrenho e o aceno ao mercado. Pior que isso é a extrema-direita, que manipula os demais através de fake news e distorção de notícias. O Brasil está prestes a se livrar de uma turma escrota e isso se tornou um meio de aprendizagem para que a história não se repita diante desses negadores da história do nosso país. Resta também ficar com os olhos abertos nos candidatos que vêm adotando a mesma postura dos Bolsonaros.
Pois bem, é o fim de um ciclo e todo cuidado é pouco para que não venha a surgir um novo ciclo de políticos que pouco se importam com a sociedade e visam nada mais, nada menos que lucrar junto ao mercado. É a direita se livrando dos demônios e do seu falso Messias, assim como dos clãs.
![]() |
| Imagem gerada através de Inteligência Artificial (IA). |
Labels:
Banco Master,
Bolsonarismo,
Caso Master,
Cenário Politico,
Conservadorismo,
Crise,
Direita,
Eleicoes,
Extrema Direita,
Fake News,
Flavio Bolsonaro,
investigacao,
Master,
Noticias Politica,
Opiniao,
PF,
Politica Brasil
19 maio, 2026
O Clamor das Ruas Não é Vadiagem: A Luta dos Professores por Respeito e Valorização
Olha a falta de respeito do vereador Lucas Pavanato (PL) para com os professores de São Paulo, na Câmara Municipal de São Paulo. O direito de cobrar o reajuste salarial é direito de todo profissional, que, por sua vez, tem que ter o seu direito trabalhista valorizado e reconhecido. Fazer manifestação, protestar pelos direitos não é ação de "vagabundo", como o vereador tem dito e quer apontar; isso mostra a mesquinhez desse ser que não quer fazer os devidos reajustes salariais dos professores.
Ele ataca os professores com palavras camufladas que direciona ao mesmo sentido de depreciação dos direitos dos professores e à redução do reconhecimento da profissão do profissional de ensino.
Esses senhores se acham no direito de ofender as classes trabalhistas. Nesse caso, a ofensa é direcionada aos professores. Os professores, por sua vez, vivem esse constrangimento sempre que vão pedir reajuste salarial, pois esses senhores pouco se importam com os profissionais de ensino e o reconhecimento de sua profissão. É necessário que haja leis que venham a condenar esse tipo de gente que ataca os direitos trabalhistas e visa reduzir os profissionais ao nada. Manifestantes não são "vagabundos", são cidadãos e cidadãs lutando pelos seus direitos, que muitos desses (inclusive o vereador Lucas Pavanato) querem vetar.
Não existe transformação social sem manifestações, protestos e luta, pois os direitos garantidos hoje em dia foram através de muitos esforços. Quem faz as verdadeiras transformações sociais é a sociedade que se manifesta, protesta e luta pelos seus direitos. Que respeitem os professores assim como as demais classes trabalhistas.
Ele ataca os professores com palavras camufladas que direciona ao mesmo sentido de depreciação dos direitos dos professores e à redução do reconhecimento da profissão do profissional de ensino.
Esses senhores se acham no direito de ofender as classes trabalhistas. Nesse caso, a ofensa é direcionada aos professores. Os professores, por sua vez, vivem esse constrangimento sempre que vão pedir reajuste salarial, pois esses senhores pouco se importam com os profissionais de ensino e o reconhecimento de sua profissão. É necessário que haja leis que venham a condenar esse tipo de gente que ataca os direitos trabalhistas e visa reduzir os profissionais ao nada. Manifestantes não são "vagabundos", são cidadãos e cidadãs lutando pelos seus direitos, que muitos desses (inclusive o vereador Lucas Pavanato) querem vetar.
Não existe transformação social sem manifestações, protestos e luta, pois os direitos garantidos hoje em dia foram através de muitos esforços. Quem faz as verdadeiras transformações sociais é a sociedade que se manifesta, protesta e luta pelos seus direitos. Que respeitem os professores assim como as demais classes trabalhistas.
![]() |
| Lucas Pavanato (PL). Imagem reprodução |
Labels:
camarasp,
cidadania,
direitostrabalhistas,
educacao,
greve,
leis,
lucaspavanato,
Luta,
manifestacao,
politica,
professores,
protesto,
reajustesalarial,
respeito,
saopaulo,
servidorespublicos,
sindicato,
trabalho,
valorizacao,
vereadorsp
18 maio, 2026
Eflúvio / desespero
Sinto cada eflúvio
Suando frio
No meu coração.
Dessa vida desalmada
Nada me satisfaz,
Somente a tua face
Molhada no meu colo
-me mata.
Suando frio
No meu coração.
Dessa vida desalmada
Nada me satisfaz,
Somente a tua face
Molhada no meu colo
-me mata.
Labels:
colo,
coração,
desespero,
eflúvio,
face,
frio,
literatura,
literatura baiana,
literatura do brasil,
poema,
poema curto,
poesia,
poesia curta,
satisfaz,
Valter Bitencourt Júnior
16 maio, 2026
Sistema
Crianças tão inocentes
Brincam de barquinhos
De papel, e avião de plástico,
E… Como pode?
Ter um ser assim
Tão poeta…
Os jovens são tão
Ligeiros, e degustam
Tantas coisas novas,
Como pode?…
Serem tão poetas.
O adulto que corre
Em busca de coisas sérias
Que perdem tanto ao estado,
Mas às vezes tanto reclamam
Como pode?
Poetas que vivenciou a vida,
E esse sistema que quer ver
Os nossos olhos fechados.
Brincam de barquinhos
De papel, e avião de plástico,
E… Como pode?
Ter um ser assim
Tão poeta…
Os jovens são tão
Ligeiros, e degustam
Tantas coisas novas,
Como pode?…
Serem tão poetas.
O adulto que corre
Em busca de coisas sérias
Que perdem tanto ao estado,
Mas às vezes tanto reclamam
Como pode?
Poetas que vivenciou a vida,
E esse sistema que quer ver
Os nossos olhos fechados.
![]() |
| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
Labels:
autor,
avião,
barquinho,
blogueiro,
crianças,
escritor,
inocentes,
literatura,
literatura baiana,
Literatura brasileira,
papel,
plastico,
poesia,
poeta,
sistema,
Valter Bitencourt Júnior
14 maio, 2026
A Pipoca Já Está Pronta: O Filme do Banco Master Bate na Porta dos Bolsonaros
Se você acha que o caso do Banco Master não tem muito a ser revelado, que tal preparar a pipoca antes que o circo pegue fogo? Quem sabe seja o "começo do fim". Sabe-se que, quanto mais mexem, mais ainda fede, e tem muita gente se escondendo (o filme tá feio, para não falar cabuloso). Agora, o que me deixa pasmo mesmo é a grande quantidade de dinheiro que essa gente tem desviado, fora o que não se foi calculado. Mas que filme, pense num filme! Só que com a belíssima participação da Polícia Federal, que desmontou toda essa organização criminosa e continua com as investigações.
Eu queria escrever sobre a história da raposa ou, quem sabe, da galinha, porém estou aqui perplexo com os áudios do Flávio Bolsonaro e o Vorcaro (gente!...). É, mas de quem é a culpa? A culpa é do Lula (ironia). Sei que a escrita é sobre outra raposa, ou quem sabe as raposas do cofre público, de políticos a empresários. Muitos desses somente não são donos do galinheiro porque, de malandros, acabaram levando rasteira da própria esperteza. Ou seja: acabaram se perdendo na crença de que iriam continuar sendo impunes de seus atos criminosos. Para essa gente, somente vai restar a cadeia (não é a cadeira da presidência; para quem quer a referência, poucas palavras bastam).
Não irei comer toda a pipoca, porque estou guardando um pouco para os debates políticos. Muitas dessas pessoas acham que vão nos enganar (hahahahaha)... Não mesmo! São tão negacionistas que negam a própria voz, muitas das vezes a própria imagem (seja foto ou seja vídeo), embora existam as deepfakes (aí, já é outro caso).
Escrever qualquer coisa sobre essa gente é um saco, mas eu quero mesmo é ver o desfecho disso tudo. Tomara que não acabe em pizza, enquanto a gente come pipoca e fica numa perspectiva do caralho de ver essa gente escrota realmente sendo devidamente condenada.
Eu queria escrever sobre a história da raposa ou, quem sabe, da galinha, porém estou aqui perplexo com os áudios do Flávio Bolsonaro e o Vorcaro (gente!...). É, mas de quem é a culpa? A culpa é do Lula (ironia). Sei que a escrita é sobre outra raposa, ou quem sabe as raposas do cofre público, de políticos a empresários. Muitos desses somente não são donos do galinheiro porque, de malandros, acabaram levando rasteira da própria esperteza. Ou seja: acabaram se perdendo na crença de que iriam continuar sendo impunes de seus atos criminosos. Para essa gente, somente vai restar a cadeia (não é a cadeira da presidência; para quem quer a referência, poucas palavras bastam).
Não irei comer toda a pipoca, porque estou guardando um pouco para os debates políticos. Muitas dessas pessoas acham que vão nos enganar (hahahahaha)... Não mesmo! São tão negacionistas que negam a própria voz, muitas das vezes a própria imagem (seja foto ou seja vídeo), embora existam as deepfakes (aí, já é outro caso).
Escrever qualquer coisa sobre essa gente é um saco, mas eu quero mesmo é ver o desfecho disso tudo. Tomara que não acabe em pizza, enquanto a gente come pipoca e fica numa perspectiva do caralho de ver essa gente escrota realmente sendo devidamente condenada.
![]() |
| Imagem gerada através de inteligência artificial. |
Labels:
bancomaster,
brasil,
corruption,
crimesfinanceiros,
danielvorcaro,
debate,
deepfake,
dinheiropublico,
escandalomaster,
flaviobolsonaro,
impunidade,
investigacao,
pizza,
policiafederal,
politica
Suspiro
Tu!
De onde vens?
Dessa forma
De onda...
Me deixas mágoas
Ficas!
Não vás...
Estou cansado
Das tuas indecisões
Nós!
Suplicamos amor eterno...
Somos cachoeiras,
Se quebrando
Nos rochedos
Lá estamos
Eu e tu,
Nas cortinas
Ilusórias
Do céu!
De onde vens?
Dessa forma
De onda...
Me deixas mágoas
Ficas!
Não vás...
Estou cansado
Das tuas indecisões
Nós!
Suplicamos amor eterno...
Somos cachoeiras,
Se quebrando
Nos rochedos
Lá estamos
Eu e tu,
Nas cortinas
Ilusórias
Do céu!
![]() |
| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
Labels:
autor,
blogueiro,
causado,
céu,
cortina,
escritor,
literatura,
poema,
poesia,
poeta,
rochedos,
suplicamos,
suspiro,
Valter Bitencourt Júnior
12 maio, 2026
A Arte Além do Engajamento: O Poder da Conscientização no Pagode
A arte também é conscientizar e ganha uma grande importância quando usada de forma benéfica e justa, como um dos meios de gerar conscientização e impacto significativo na sociedade (logo, me refiro à arte em si, como um todo). Acabei de assistir a um vídeo em que o cantor conhecido como "O Kanalha" canta a sua nova música contra a violência às mulheres. Excelente iniciativa que ele tem tomado; a luta contra o feminicídio continua. Ele inclui na música estatísticas e fatos reais sobre a violência contra as mulheres.
Tenho assistido, antes de ver esse outro vídeo, ele falando que perdeu seguidores e que, se ele canta músicas com letras de múltiplos sentidos, as pessoas escutam; e falou sobre um vídeo recente que teve um grande alcance de público: quando o assunto é conscientização, muitas dessas pessoas perdem o interesse. Muitos cantores descobriram que o que gera engajamento e até mesmo receita, seja na internet ou em shows, são músicas com palavras de duplos sentidos, com cunho, muitas das vezes, sexual e depreciativo, e que colocam a mulher como um objeto sexual (muitas das vezes); letras que citam drogas lícitas e ilícitas.
Quando "O Kanalha" cria a música titulada "Mulheres merecem respeito", ele mostra que é capaz de quebrar esse ciclo; em vez de dever oferecer ao público o que ele quer, o artista se torna livre e ganha independência. Lembrei de um sucesso que foi lançado em 2007, titulado como "Mulher brasileira (toda boa)", música composta pelos artistas J. Telles (Jorge Telles), Pepê e Márcio Vitor abordando a autoestima da mulher. Vejo essa música como uma das belas canções do pagode, que fez um grande sucesso através de Psirico.
Tem muita gente que fala super mal do pagode; são poucos que querem enxergar o que de fato se passa. Muitos desses artistas oferecem, como já citei acima, o que o público quer; eles se sustentam através disso, virou um dos meios de sobrevivência. O ser se torna escravo do público sem que ao menos perceba: a necessidade de ganhar dinheiro, o querer se tornar famoso e reconhecido de alguma forma. Até que o ser tenta buscar o seu próprio ritmo e renovar de alguma forma, ele passa, nessa questão, por algumas dificuldades, porque o público que ele atraiu é justamente o público que ele acabou cultivando através de suas letras.
Temos grandes artistas, quanto a isso não temos dúvida alguma. Cada artista busca construir o seu próprio público. Citei apenas dois artistas, porém sabemos que tem muitos outros quebrando esse ciclo e conseguindo superar. É claro que ele pode cantar várias outras músicas com letras de duplo sentido; esse choque de público que ele percebeu é muito importante para o próprio crescimento artístico.
Tenho assistido, antes de ver esse outro vídeo, ele falando que perdeu seguidores e que, se ele canta músicas com letras de múltiplos sentidos, as pessoas escutam; e falou sobre um vídeo recente que teve um grande alcance de público: quando o assunto é conscientização, muitas dessas pessoas perdem o interesse. Muitos cantores descobriram que o que gera engajamento e até mesmo receita, seja na internet ou em shows, são músicas com palavras de duplos sentidos, com cunho, muitas das vezes, sexual e depreciativo, e que colocam a mulher como um objeto sexual (muitas das vezes); letras que citam drogas lícitas e ilícitas.
Quando "O Kanalha" cria a música titulada "Mulheres merecem respeito", ele mostra que é capaz de quebrar esse ciclo; em vez de dever oferecer ao público o que ele quer, o artista se torna livre e ganha independência. Lembrei de um sucesso que foi lançado em 2007, titulado como "Mulher brasileira (toda boa)", música composta pelos artistas J. Telles (Jorge Telles), Pepê e Márcio Vitor abordando a autoestima da mulher. Vejo essa música como uma das belas canções do pagode, que fez um grande sucesso através de Psirico.
Tem muita gente que fala super mal do pagode; são poucos que querem enxergar o que de fato se passa. Muitos desses artistas oferecem, como já citei acima, o que o público quer; eles se sustentam através disso, virou um dos meios de sobrevivência. O ser se torna escravo do público sem que ao menos perceba: a necessidade de ganhar dinheiro, o querer se tornar famoso e reconhecido de alguma forma. Até que o ser tenta buscar o seu próprio ritmo e renovar de alguma forma, ele passa, nessa questão, por algumas dificuldades, porque o público que ele atraiu é justamente o público que ele acabou cultivando através de suas letras.
Temos grandes artistas, quanto a isso não temos dúvida alguma. Cada artista busca construir o seu próprio público. Citei apenas dois artistas, porém sabemos que tem muitos outros quebrando esse ciclo e conseguindo superar. É claro que ele pode cantar várias outras músicas com letras de duplo sentido; esse choque de público que ele percebeu é muito importante para o próprio crescimento artístico.
![]() |
| Imagem: Reprodução |
Labels:
arte,
autoestima,
comportamento,
conscientização,
Cultura,
engajamento,
ética,
feminicídio,
independência,
indústria,
liberdade,
música,
pagode,
respeito,
sociedade,
violência contra a mulher
10 maio, 2026
A Posse e a Desconstrução do Ter: O Caminho para a Humanização
O ser vai, ao longo do tempo, aprendendo a ter posse do que há por sua volta; o "é meu" é uma das palavras de propriedade em que todos querem segurar e dominar. Percebo a forma como algumas pessoas agem: todos, por sua vez, querem mostrar ter posse de bens materiais ou não materiais.
Desde o início da humanidade, o ser quer mostrar ter domínio e posse das coisas e brigam por isso, porque nem todos querem abrir mão do que lhes pertence. É claro que tem o seu lado positivo e negativo: positivo no quesito de que tem a consciência de posse, desde que não venha a ferir os direitos dos outros; negativo no quesito de apego e apropriação. O ser é humano por ter a consciência do que lhe pertence e se torna desumano na medida em que faz uso dessa consciência como forma de domínio ao outro: a escravização humana provocada através dela mesma. O ser humano pode ter consciência do que lhe pertence, compreende o espaço e suas limitações. Sabe-se também que existe, diante da posse, muitos dos direitos negados.
Todos ganham essa característica de posse desde o nascimento, por mais que ainda não se identifique o nome das coisas e para que servem; a posse, por sua vez, se torna uma questão de sobrevivência. O ser sente o que falta e, ao longo do tempo, vai aprendendo sobre as suas necessidades e existência; e, a partir da posse das coisas, também vai aprendendo a abrir mão como forma de libertação. Mas esse abrir mão depende do tipo de posse — por exemplo, de bens materiais, quando o ser percebe a importância de compartilhar e que não vive sozinho; ou, quem sabe, de acreditar ser dono do outro por questões abstratas ou por morarem juntos. Do concreto ao abstrato, o ser muitas das vezes busca ter posse como forma de autoridade sobre as coisas; isso já é do próprio ser humano e de seus instintos.
Quem muito demonstra ter posse das coisas busca mostrar autoridade; o "é meu" pode se tornar uma forma de diminuir o outro ou fazer com que o outro tenha a consciência do que não lhe pertence e do que é de si mesmo. Assim como há os que dizem "ter", também há os que dizem "não ter", logo percebemos as desigualdades. A desigualdade formada através de uma história passada que deixou herdeiros e uma dívida histórica que veio se formando ao longo do tempo, de pessoas que se tornaram escravizadas por impostores que se apropriaram de terras e se fizeram donas. A propriedade privada se torna desumana quando sabemos que há uma grande concentração de terras nas mãos de uma única pessoa, pessoa essa que se utilizou, muitas das vezes, da mão de obra escrava por muitos anos; divisão de terras é a luta por direitos negados e a busca incessante de justiça.
Percebe-se que há o lado negativo e positivo: o processo de aprendizagem e o seu amadurecimento da compreensão do significado de posse e o significado e sentido de ser humano na medida em que aprende a compartilhar e ser íntegro; da posse à desconstrução dela mesma como forma de humanização da própria espécie.
Desde o início da humanidade, o ser quer mostrar ter domínio e posse das coisas e brigam por isso, porque nem todos querem abrir mão do que lhes pertence. É claro que tem o seu lado positivo e negativo: positivo no quesito de que tem a consciência de posse, desde que não venha a ferir os direitos dos outros; negativo no quesito de apego e apropriação. O ser é humano por ter a consciência do que lhe pertence e se torna desumano na medida em que faz uso dessa consciência como forma de domínio ao outro: a escravização humana provocada através dela mesma. O ser humano pode ter consciência do que lhe pertence, compreende o espaço e suas limitações. Sabe-se também que existe, diante da posse, muitos dos direitos negados.
Todos ganham essa característica de posse desde o nascimento, por mais que ainda não se identifique o nome das coisas e para que servem; a posse, por sua vez, se torna uma questão de sobrevivência. O ser sente o que falta e, ao longo do tempo, vai aprendendo sobre as suas necessidades e existência; e, a partir da posse das coisas, também vai aprendendo a abrir mão como forma de libertação. Mas esse abrir mão depende do tipo de posse — por exemplo, de bens materiais, quando o ser percebe a importância de compartilhar e que não vive sozinho; ou, quem sabe, de acreditar ser dono do outro por questões abstratas ou por morarem juntos. Do concreto ao abstrato, o ser muitas das vezes busca ter posse como forma de autoridade sobre as coisas; isso já é do próprio ser humano e de seus instintos.
Quem muito demonstra ter posse das coisas busca mostrar autoridade; o "é meu" pode se tornar uma forma de diminuir o outro ou fazer com que o outro tenha a consciência do que não lhe pertence e do que é de si mesmo. Assim como há os que dizem "ter", também há os que dizem "não ter", logo percebemos as desigualdades. A desigualdade formada através de uma história passada que deixou herdeiros e uma dívida histórica que veio se formando ao longo do tempo, de pessoas que se tornaram escravizadas por impostores que se apropriaram de terras e se fizeram donas. A propriedade privada se torna desumana quando sabemos que há uma grande concentração de terras nas mãos de uma única pessoa, pessoa essa que se utilizou, muitas das vezes, da mão de obra escrava por muitos anos; divisão de terras é a luta por direitos negados e a busca incessante de justiça.
Percebe-se que há o lado negativo e positivo: o processo de aprendizagem e o seu amadurecimento da compreensão do significado de posse e o significado e sentido de ser humano na medida em que aprende a compartilhar e ser íntegro; da posse à desconstrução dela mesma como forma de humanização da própria espécie.
![]() |
| Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil. |
Seu tudo
Sou a criatura
Mais feia!
É o que dizem
E me aparece
Você vendo-me
Seu tudo!
Mais feia!
É o que dizem
E me aparece
Você vendo-me
Seu tudo!
![]() |
| Valter Bitencourt Júnior, poeta escritor e blogueiro. |
Labels:
criatura,
feia,
literatura,
poema,
poema curto,
poesia,
poesia curta,
seu tudo,
Valter Bitencourt Júnior
08 maio, 2026
Tudo está azul
Sinto um lindo cheiro no ar!
Alguma coisa vem de longe
Caminhando como uma dança
Cheiros de mar
Dentre as nuvens
De todos os meus sonhos
Ilusão...
É a essência do dia
Que me desfaz de todos os tormentos!...
De todos os momentos
Enquanto isso passa,
Tempo!
Alguma coisa vem de longe
Caminhando como uma dança
Cheiros de mar
Dentre as nuvens
De todos os meus sonhos
Ilusão...
É a essência do dia
Que me desfaz de todos os tormentos!...
De todos os momentos
Enquanto isso passa,
Tempo!
![]() |
| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
Labels:
ar,
cheiro,
dança,
desfaz,
dia,
essência,
ilusão,
longe,
passa,
poesia,
sonhos,
tempo,
tormentos,
tudo está azul,
Valter Bitencourt Júnior
Vaidade
Labels:
Beleza,
corrompe,
instante,
literatura,
Literatura brasileira,
poema,
poema pequeno,
poesia,
poesia curta,
vaidade,
Valter Bitencourt Júnior
Nostalgia
Pra mim o rio já te cansou;
A maré te levou;
O passado te machucou
O hoje já morreu
O ontem sequer ressuscita
Os seus prantos se secaram
As cachoeiras se afugentaram
Por te verem as nuvens
Desmancharam-se
E a pergunta fica
O que tanto te fustiga?
A maré te levou;
O passado te machucou
O hoje já morreu
O ontem sequer ressuscita
Os seus prantos se secaram
As cachoeiras se afugentaram
Por te verem as nuvens
Desmancharam-se
E a pergunta fica
O que tanto te fustiga?
![]() |
| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
Labels:
maré,
nostalgia,
nuvens,
passado,
poema,
poesia,
prantos,
ressuscita,
rio,
Valter Bitencourt Júnior
Monólogo
Gostoso é o nosso
Expressar:
Intimo quente, prazeroso, suave...
Nos lastimáveis momentos
Subitamente nos afastaremos
Para não fustigar as flores
Para não romper as rosas...
Quero enfatizar o amor,
Fantasiar a nossa vida.
Rapidamente não te avisto
Bato-me com os dentes
Faz-me derreter os olhos,
Não conseguindo
Avistar beleza.
E faço a minha vida
Um monólogo
Sombrio sem respostas.
Expressar:
Intimo quente, prazeroso, suave...
Nos lastimáveis momentos
Subitamente nos afastaremos
Para não fustigar as flores
Para não romper as rosas...
Quero enfatizar o amor,
Fantasiar a nossa vida.
Rapidamente não te avisto
Bato-me com os dentes
Faz-me derreter os olhos,
Não conseguindo
Avistar beleza.
E faço a minha vida
Um monólogo
Sombrio sem respostas.
![]() |
| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
Labels:
afastaremos,
Amor,
avisto,
expressar,
momentos,
monólogo,
poesia,
respostas,
sombrio,
Valter Bitencourt Júnior,
vida
06 maio, 2026
Mundo de traição
Mundo de traição
E desconfiança,
Ser humano
Nem sempre é humano
- Desumano.
Racional que se torna
Irracional,
Consciente que não
Controla o impulso
Se torna inconsciente:
- Até onde o ser pode ir?
- Até onde vai a monstruosidade
Humana?
Gente se matando aos poucos,
Gente se esquecendo
Que também é gente,
Gente por entre o ego
- Sobe o nariz.
Gente vaidosa,
Humilha que muitas das vezes
Não percebe:
- Que pode ficar sozinha.
Gente que se esquece
De se olhar no espelho:
- Preconceituosa.
Gente que cria o próprio
Apocalipse.
Ainda há gente
Que soltaria Barrabás
E mandaria crucificar
Cristo,
Em nome do pai
Do filho
Do espírito santo
Amém!
E desconfiança,
Ser humano
Nem sempre é humano
- Desumano.
Racional que se torna
Irracional,
Consciente que não
Controla o impulso
Se torna inconsciente:
- Até onde o ser pode ir?
- Até onde vai a monstruosidade
Humana?
Gente se matando aos poucos,
Gente se esquecendo
Que também é gente,
Gente por entre o ego
- Sobe o nariz.
Gente vaidosa,
Humilha que muitas das vezes
Não percebe:
- Que pode ficar sozinha.
Gente que se esquece
De se olhar no espelho:
- Preconceituosa.
Gente que cria o próprio
Apocalipse.
Ainda há gente
Que soltaria Barrabás
E mandaria crucificar
Cristo,
Em nome do pai
Do filho
Do espírito santo
Amém!
![]() |
| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
Labels:
apocalipse,
crucificar,
espelho,
humano,
monstruosidade,
mundo de traição,
nariz,
poesia,
racional,
sozinha,
Valter Bitencourt Júnior
05 maio, 2026
Laços de Humanidade: O Olhar Imprevisível do Cotidiano
A vida é como uma crônica em que o escritor escreve de forma imprevisível; o tempo passa na medida em que se relatam os acontecimentos cotidianos com o olhar que busca captar os mínimos detalhes. Sinto isso ao fazer a leitura do livro "Crônicas para ler em qualquer lugar". Esse livro mostra a essência de cada um dos três escritores: Xico Sá, Maria Ribeiro e Gregório Duvivier. As crônicas, por incrível que pareça, acabam complementando umas às outras.
Anteriormente, senti a necessidade de escrever sobre a borboleta amarela, mas o faço agora graças à leitura da crônica de Xico Sá, "O desafio da borboleta amarela". Nela, ele cita Rubem Braga e Clarice Lispector, apontando Humberto Werneck como o atual vencedor dessa arte de segui-la. É claro que acabei recorrendo também à crônica de Rubem Braga, "A Borboleta Amarela" — Retornando às leituras do livro "Crônicas para ler em qualquer lugar", surpreendo-me com a crônica de Gregório Duvivier sobre os caçadores de likes. Intitulada "A gente não quer só comida, a gente quer postar e quer ganhar like", ela me fez refletir sobre a borboleta amarela diante da tecnologia atual. Notei o falso prêmio das rolagens infinitas e o quanto estamos presos à tela, perdendo a borboleta de vista. Se antes era difícil enxergá-la, hoje tornou-se ainda mais; mesmo assim, continuamos alimentando nossa sede de forma ilusória. Maria Ribeiro, por sua vez, conecta esses pontos ao destacar a política como forma de união — seja em um show de Gilberto Gil e Caetano Veloso, ou na gratidão pela existência de Chico Buarque. Sua crônica "Obrigada, Bolsonaro" é carregada de ironia; talvez esse ser tenha sido um mal necessário para que, diante de momentos sombrios, lembremos que somos humanos necessitados de união para nos mantermos de pé.
É impossível não citar a crônica "A desaletrada da Rocinha", escrita por Xico Sá, que conta a história de uma senhora de idade. A história de Lindacy Menezes e a sua descoberta pelas letras aos seus 64 anos mostra a importância da arte da leitura e da escrita; o pedido de desculpa e se considerar desaletrada, e mesmo assim ter a ciência de que tomou gosto por dizer as coisas e contar a própria história, é de um valor extraordinário. Também é bom pontuar a importância de projetos literários nos bairros periféricos; foi graças à oficina "Festa Literária das Periferias" (FLUP) que foi descoberta a Lindacy e o reconhecimento de que fora revelada uma narradora de primeira, tendo Zuenir Ventura como alguém da plateia a prestigiar e também reconhecer o talento. Mas a crônica não para por aí; também cita questões de violência e a situação da Rocinha, assim como o caso Amarildo. Mas fico com as palavras finais do cronista, de agradecimento pelas lições de existência e o desabafo pessoal que por sua vez ganha o sentido universal, de se todos os ditos letrados fossem iguais à Lindacy. — Impossível não concordar com o cronista e seu lado humano de captar cada detalhe.
São três cronistas que se complementam de forma fantástica com várias outras crônicas incríveis. São crônicas para realmente ler em qualquer lugar e reacender o calor humano; é o despertar das ideias que compõem os laços da humanidade como o alçar do voo da borboleta.
Anteriormente, senti a necessidade de escrever sobre a borboleta amarela, mas o faço agora graças à leitura da crônica de Xico Sá, "O desafio da borboleta amarela". Nela, ele cita Rubem Braga e Clarice Lispector, apontando Humberto Werneck como o atual vencedor dessa arte de segui-la. É claro que acabei recorrendo também à crônica de Rubem Braga, "A Borboleta Amarela" — Retornando às leituras do livro "Crônicas para ler em qualquer lugar", surpreendo-me com a crônica de Gregório Duvivier sobre os caçadores de likes. Intitulada "A gente não quer só comida, a gente quer postar e quer ganhar like", ela me fez refletir sobre a borboleta amarela diante da tecnologia atual. Notei o falso prêmio das rolagens infinitas e o quanto estamos presos à tela, perdendo a borboleta de vista. Se antes era difícil enxergá-la, hoje tornou-se ainda mais; mesmo assim, continuamos alimentando nossa sede de forma ilusória. Maria Ribeiro, por sua vez, conecta esses pontos ao destacar a política como forma de união — seja em um show de Gilberto Gil e Caetano Veloso, ou na gratidão pela existência de Chico Buarque. Sua crônica "Obrigada, Bolsonaro" é carregada de ironia; talvez esse ser tenha sido um mal necessário para que, diante de momentos sombrios, lembremos que somos humanos necessitados de união para nos mantermos de pé.
É impossível não citar a crônica "A desaletrada da Rocinha", escrita por Xico Sá, que conta a história de uma senhora de idade. A história de Lindacy Menezes e a sua descoberta pelas letras aos seus 64 anos mostra a importância da arte da leitura e da escrita; o pedido de desculpa e se considerar desaletrada, e mesmo assim ter a ciência de que tomou gosto por dizer as coisas e contar a própria história, é de um valor extraordinário. Também é bom pontuar a importância de projetos literários nos bairros periféricos; foi graças à oficina "Festa Literária das Periferias" (FLUP) que foi descoberta a Lindacy e o reconhecimento de que fora revelada uma narradora de primeira, tendo Zuenir Ventura como alguém da plateia a prestigiar e também reconhecer o talento. Mas a crônica não para por aí; também cita questões de violência e a situação da Rocinha, assim como o caso Amarildo. Mas fico com as palavras finais do cronista, de agradecimento pelas lições de existência e o desabafo pessoal que por sua vez ganha o sentido universal, de se todos os ditos letrados fossem iguais à Lindacy. — Impossível não concordar com o cronista e seu lado humano de captar cada detalhe.
São três cronistas que se complementam de forma fantástica com várias outras crônicas incríveis. São crônicas para realmente ler em qualquer lugar e reacender o calor humano; é o despertar das ideias que compõem os laços da humanidade como o alçar do voo da borboleta.
![]() |
| Imagem da capa do livro "Crônicas para ler em qualquer lugar", por Xico Sá, Gregório Duvivier e Maria Ribeiro. |
Passos
Teus olhos estão ao vento,
Descendo cachoeiras,
Ao mar feito pingos
De chuva.
Tento avistar cada elemento;
Tento gozar cada momento;
Tento beijar cada movimento,
Lasso ao sol até cada crisântemo
Tenho de avistar tudo
Em um clarão
E ver tudo em neblina
Mentir para continuar;
Partir para atenuar;
Progredir para averiguar;
Cada passo inusitado
Vou gritar ao mundo.
Cada poesia feita em chamas
E vou murmurar cada
Perda e ternura.
Descendo cachoeiras,
Ao mar feito pingos
De chuva.
Tento avistar cada elemento;
Tento gozar cada momento;
Tento beijar cada movimento,
Lasso ao sol até cada crisântemo
Tenho de avistar tudo
Em um clarão
E ver tudo em neblina
Mentir para continuar;
Partir para atenuar;
Progredir para averiguar;
Cada passo inusitado
Vou gritar ao mundo.
Cada poesia feita em chamas
E vou murmurar cada
Perda e ternura.
![]() |
| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
Labels:
averiguar,
avistar,
cachoeiras,
chamas,
crisântemo,
elemento,
movimento,
olhos,
passos,
poesia,
Valter Bitencourt Júnior
Indecisão
Viver,
Morrer,
Ressuscitar
Extremos da vida
Tudo vai do que
Fica, tudo
Foge...
Em tormentos
Mas, no fundo,
Tudo é vício,
Tudo é droga
Coca-cola
Deita e rola
Num papel de cetim
E eu vou
E nunca fico...
Morrer,
Ressuscitar
Extremos da vida
Tudo vai do que
Fica, tudo
Foge...
Em tormentos
Mas, no fundo,
Tudo é vício,
Tudo é droga
Coca-cola
Deita e rola
Num papel de cetim
E eu vou
E nunca fico...
![]() |
| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
Labels:
cetim,
coca-cola,
indecisão,
morrer,
poesia,
ressuscitar,
tormento,
Valter Bitencourt Júnior,
vida,
viver
Sensibilidade
Sou o poeta sensível
Citando fúria,
Sou uma mariposa
Maquiada,
Soltando esporo,
Sou a mais frágil
De todas as derrotas,
E solto palavras de amores
Como defesa.
Sempre dos que amam
Me incorpora
Amo tudo, a vida,
A morte, a estrada,
A sorte, a pedra
O refugio...
E no fim não passo
De um beija-flor
Lambuzado, tomando uma
Superdose de amor. Oh!
Ilusão camuflada
Num vermelho e azul
Tristes neblinas.
Citando fúria,
Sou uma mariposa
Maquiada,
Soltando esporo,
Sou a mais frágil
De todas as derrotas,
E solto palavras de amores
Como defesa.
Sempre dos que amam
Me incorpora
Amo tudo, a vida,
A morte, a estrada,
A sorte, a pedra
O refugio...
E no fim não passo
De um beija-flor
Lambuzado, tomando uma
Superdose de amor. Oh!
Ilusão camuflada
Num vermelho e azul
Tristes neblinas.
![]() |
| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
Labels:
amores,
beija-flor,
camufla,
citando,
derrotas,
esporo,
fúria,
mariposa,
neblinas,
passo,
pedra,
poesia,
refúgio,
sensibilidade,
Valter Bitencourt Júnior
Assinar:
Postagens (Atom)
Postagens mais visitadas
Hoje, 6 de outubro, o jornalista Xico Sá, faz 63 anos de idade. Xico Sá, nasceu no Crato/CE, em 6 de outubro de 1962, é jornalista e escri...
Quem trabalha não rejeita o governo Lula , porque reconhece que hoje em dia tem o presidente que trabalha com políticas públicas, quem traba...
Nada pior do que ler a carta De um suicida, Que resolveu se jogar Do último andar de um apartamento. Comemos alface envenenado, Comemos pepi...
Este mundo imenso, imenso mundo De pessoas que nem sempre se acham Grandiosas, este mundo de pessoas Que acreditam em valores e perdem valor...


.png)





















