segunda-feira, 23 de março de 2026

Destino

Corria no asfalto
Feito um carro
Sem roda,
Derrapa...
Des-
li-
za
no
as-
fal-
to...
Volta,
Vai,
Fica
Foge...
Indecisão
Da vida
Tudo
Foge
Tudo
Fica na vida
De um jovem.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.





Vagarosa

Em todos os cantos encontro um soneto,
Palavras lapidadas, de amor,
Adjetivos que esquentam o corpo,
Numa forma ardente, como uma porção
De sensações, indo ao mesmo encontro.
Mulheres, que apaixonam a vida de um homem,
É capaz de torná-lo um cavalheiro,
Um grande buquê para a querida amada,
Uma pitada de vinho para adoçar o dia.
Escuta o cantar dos jograis,
Que cantam as composições dos trovadores,
Poemas a se espalharem por todos os cantos,
Sensibilizando no ar, todo o relento
Que vaga para o coração dos humanos.
Bate no peito, o calor profundo,
Um corpo em forma de escrita,
Curvos traço, corto palavras
Para mostrar a vida,
Os jovens podem viverem mais,
Eles sabem buscarem o amor,
E transformar tudo em poesia.







quarta-feira, 18 de março de 2026

Sacrifício

Como o tempo muda, tudo muda
O tempo todo, amanhã? O amanhã
É imprevisível, quanto ao hoje?
O que aproveitar?
Não, meu bem, o quanto eu estou errado!
O quanto erramos do pouco que acertamos.
Não há mais rima na poesia, os poetas
Não versam tanto o amor
Cada um para o seu canto...
A música não é mais a mesma.
A modernidade, o tempo avança em forma
De regresso e tem gente na busca de progresso
(Utopia que nos sustenta)
A natureza não é mais a mesma,
As pessoas e suas ambições, arrogância, vaidade
Corações que mal pulsa, eu doente, sociedade doente.
A saúde não é mais a mesma.
O que respiramos no ar, o que vem de longe?
Nos envenenam e nos matamos aos pouco.
Nada mais faz sentido, nada?
Não sei! Nada mais quer fazer sentido
Na minha visão, na sua visão.
Ficar em casa? A sociedade vive no medo.
Eu tenho medo do desconhecido,
Eu tenho medo do conhecido ao conhecê-lo
De verdade, eu tenho medo do que pode vim
Em forma de vírus ou de bala.
Os jornais continua sangrando,
Pouco se morre de doença, sempre há quem mata
E assim vamos seguindo a vida, dentro do
Otimismo e pessimismo... essa vida bipolar.
Quem não quer gritar, um grito de alerta
Para estender ao menos uma bandeira
Dentro de si, fora de si.
Um amigo poeta escreveu "que seguimos
Ao abate", que mundo imenso meu Deus?
Mundo imenso de gente que sofre,
De gente que zomba, de gente que surta,
De gente perdida, de gente que mata,
De gente que vive morta.




Valter Bitencourt Júnior 

sexta-feira, 13 de março de 2026

Hoje eu acordei cheio de interrogações

O que há de mais belo na vida?
Hoje eu acordei, simplesmente!
Olhei para a minha própria pessoa,
O espelho sorriu pra mim,
Somente eu que não sorri para o espelho.
Uma luz tênue incomodava a minha visão.
Acordei cheio de perguntas,
(Pergunta sem resposta é foda!).
O café não estava amargo,
Café doce, não como a vida...
A vida nem sempre é uma poesia!
Como os poetas querem enxergar
Apenas beleza?
A vida é bela? O que há de mais belo
Além da vida?
Cada tropeço que o ser leva no dia-a-dia.
Cantava o Drummond "tinha uma pedra no meio do caminho",
Quantas pedras há no caminho?
Pulamos ou tropeçamos (chutamos?).
O que se esconde por detrás de toda beleza?
Muitas das vezes somos cegos diante ao belo.
Belo? Belo é a vida, mais belo ainda é viver...
Viver é correr o risco de desviar das pedras ou tropeçar.
Risco gostoso, vida de adrenalina e fotografias.
Belo é o que registramos de mais gostoso,
É o que compartilhamos para os mais chegados.
Belo é o abraço, não esperado.
Belo é o beijo em plena manhã.
Belo é o viver humano... Mais o que será mesmo belo?
Hoje eu acordei cheio de interrogações.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.




domingo, 22 de fevereiro de 2026

O Brasil Tem Presidente de Verdade!

Quem trabalha não rejeita o governo Lula , porque reconhece que hoje em dia tem o presidente que trabalha com políticas públicas, quem trabalha com políticas públicas trabalha contra as desigualdades. O presidente que não congelou o salário, como muitos senhores querem, o Lula deu aumento significativo ao salário, o governo Lula trabalha para garantir e preservar os direitos trabalhistas coisa que muitos governos de direita querem vetar. Projetos de leis criados para que pessoas de menos condições possam comprar o gás de cozinha, poder pagar a conta de energia elétrica, poder ter o alimento de cada dia (o Brasil saiu do mata da fome novamente, essa luta continua), isenção de imposto para quem ganha até 5000 (cinco mil reais) é um grande reparo histórico, a luta contra a escala 6X1 continua (pelo direito de trabalho justo e menos cansativo).



Hoje em dia temo um Congresso que luta não somente contra o governo, Lula, quanto a toda sociedade brasileira, Congresso esse que foi capaz de vetar projetos de leis, assim contribuindo para o aumento da conta de energia elétrica, temos também um mercado que lucra as custas da sociedade brasileira, diante ao pequeno valor que o botijão de gás é repassado (nada justifica), principalmente quando sabemos o valor que os botijões são repassados para as distribuidoras. Graças ao governo Lula que foi feito um grande desmonte contra os que estavam roubando dinheiro do INSS, dinheiro esse que vem sendo devolvido aos aposentados, no governo Lula a polícia federal trabalha com independência e sem a interferência do governo, vemos grandes resultados até banqueiros sendo investigados e punidos por esquemas de lavagem de dinheiro. O Brasil está indo no caminho certo com o governo Lula, governo esse que continua fazendo história!




sábado, 21 de fevereiro de 2026

21 Fevereiro - Dia do Imigrante Italiano

Hoje, 21 de fevereiro, é o Dia do Imigrante Italiano, por minha vez eu indico o livro "Prólogo,ato, epílogo - Memórias", de Fernanda Montenegro, com colaboração de Marta Góes.

Arlette Pinheiro Medeiros Torres, conhecida como Fernanda Montenegro, nasceu no Rio de Janeiro, no ano de 1929, no livro citado acima, Fernando descreve sobre sua origem genealógica, a família do pai era de lavradores portugueses e a da mãe era de lavradores sardos, ela também descreve que apenas uma geração separa ela deles. No livro ela cita "Os Pinna e Piras, a família de minha avó materna, vieram da Itália, de uma aldeia do centro da Sardenha: Bonarcado; os Nieddu, de meu avô, eram de Teulada, uma ponta de terra da ilha que avança pelo Mediterrâneo. Chegando todos ao Brasil no mesmo navio, em 1897. Fazia parte de um grupo de oitocentos imigrantes italianos, a maioria de origem sarda, contratados para trabalhar nas fazendas de café em Minas Gerais em substituição à mão escrava. Por um documento assinado pelo presidente do Brasil, Prudente de Morais, e pelo rei da Itália, Umberto I, filho de Vítor Emanuel - o primeiro monarca da Itália unida -, comprometiam-se a permanecer aqui pelo tempo mínimo de dois anos. A partir daí recebiam uma licença para retornar caso quisessem."

Ela também cita no livro a necessidade do Brasil necessitar de lavradores, e não fazia 10 anos que a escravidão foi abolida, fala também sobre a pobreza que havia em Sardenha no final do século XIX e a espectativa de que a unificação do país resolvesse a situação de pobreza, o que não se cumpriu (segundo a autora).

Também é descrito sobre a desesperança dos italianos, o que provocou da necessidade de migrarem para outros países, muito foram para a America do Sul, para Austrália e Estados Unidos. E ela também cita "Se o país no continente não ia bem, que dirá a Sardenha, a Sicília, as ilhas... Então correu por lá a notícia de que no Brasil chovia ouro. Era só cavoucar a terra para encontrar esmeraldas, diamantes. Bastariam dois anos para enriquecer - era essa a propaganda. Diante de tamanho apelo, meus bisavôs, Francisco e Antíoco, chegaram à conclusão de que deveriam vir para cá, com as respectivas famílias. Hipotecaram aos parentes, a casa, os animais, o pouco que possuíam. Afinal, logo estaríamos de volta ricos."

O livro é espetacular, a Fernanda Montenegro, não aborda apenas sobre a sua carreira artística, ela aborda também sobre os acontecimentos sociais, políticos, culturais e artístico, o que torna o livro biográfico riquíssimo. Filha de imigrantes com uma história de vida muito bela, hoje em dia imortal pela Academia Brasileira de Letras, é considerada uma das maiores atrizes brasileira.

Cabe deixar aqui também que, migrar é um direito humano, é necessário compreender a necessidade de uma pessoa ter de migrar de um país para outro, muitas das vezes devido a fome, a calamidade pública, o medo da morte, a guerra. Muitas dessas pessoas já saem dos seus países com medo, na busca de refúgio, sem sequer saber se será bem recebida ou não.

"Prólogo, ato, epílogo - Memórias", de Fernanda Montenegro.


Destino

Corria no asfalto Feito um carro Sem roda, Derrapa... Des- li- za no as- fal- to... Volta, Vai, Fica Foge... Indecisão Da vida Tudo Foge Tud...