Como o tempo muda, tudo muda
O tempo todo, amanhã? O amanhã
É imprevisível, quanto ao hoje?
O que aproveitar?
Não, meu bem, o quanto eu estou errado!
O quanto erramos do pouco que acertamos.
Não há mais rima na poesia, os poetas
Não versam tanto o amor
Cada um para o seu canto...
A música não é mais a mesma.
A modernidade, o tempo avança em forma
De regresso e tem gente na busca de progresso
(Utopia que nos sustenta)
A natureza não é mais a mesma,
As pessoas e suas ambições, arrogância, vaidade
Corações que mal pulsa, eu doente, sociedade doente.
A saúde não é mais a mesma.
O que respiramos no ar, o que vem de longe?
Nos envenenam e nos matamos aos pouco.
Nada mais faz sentido, nada?
Não sei! Nada mais quer fazer sentido
Na minha visão, na sua visão.
Ficar em casa? A sociedade vive no medo.
Eu tenho medo do desconhecido,
Eu tenho medo do conhecido ao conhecê-lo
De verdade, eu tenho medo do que pode vim
Em forma de vírus ou de bala.
Os jornais continua sangrando,
Pouco se morre de doença, sempre há quem mata
E assim vamos seguindo a vida, dentro do
Otimismo e pessimismo... essa vida bipolar.
Quem não quer gritar, um grito de alerta
Para estender ao menos uma bandeira
Dentro de si, fora de si.
Um amigo poeta escreveu "que seguimos
Ao abate", que mundo imenso meu Deus?
Mundo imenso de gente que sofre,
De gente que zomba, de gente que surta,
De gente perdida, de gente que mata,
De gente que vive morta.
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| Valter Bitencourt Júnior |