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01 julho, 2026

Lucro Líquido, Mente Falida: A Engrenagem do Desfecho

Tratando-se de vício, ninguém imagina que pode se tornar uma das vítimas, pois muitos acreditam que a condição deplorável a que um ser humano pode chegar jamais baterá à sua porta. As redes sociais, por sua vez, são uma das principais causadoras de problemas psicológicos em nossa sociedade, afetando tanto quem produz conteúdo quanto quem o consome.

Por trás das métricas brilhantes e do faturamento em dólar, existe um mercado invisível que comercializa a nossa sanidade. Torna-se fundamental compreender a fundo esse mercado das redes sociais — ou melhor, da internet —, cuja estrutura expõe a anatomia do sistema. Na crônica a seguir, testemunhamos o momento exato em que o manipulador de algoritmos descobre que, na verdade, ele é a verdadeira presa, engolido pelos mecanismos de um software que cega o indivíduo em nome do lucro.

— Olá, doutor!


— Olá! Como vai você?

— Eu vou bem, doutor. Hoje em dia, eu sou empreendedor!

— Que legal! Qual é o seu tipo de empreendimento?

— Hoje em dia, sou buscador de likes nas redes sociais. Além disso, sou bom em fazer as pessoas discordarem umas das outras e encherem minhas postagens com comentários fúteis, que acabam mostrando quem elas realmente são.
— Nossa, como isso funciona?

— Eu vendo tristezas que comovem os outros com facilidade, vendo brigas e discussões. Quando não há assunto polêmico, eu o crio. Além disso, uma das receitas que geram muito engajamento é, nada mais, nada menos, que espalhar fake news e discursos de ódio, muitas vezes com termos preconceituosos. Meu salário é em dólares e não tem um dia em que eu não me divirta.
— O que o traz aqui?

— Hoje em dia, doutor, não consigo ler os comentários das minhas postagens. Se eu leio, enlouqueço. O celular se tornou um tormento e sequer consigo viver sem ele. Se posto tristezas como desabafo, chamam de "mimimi" e me taxam de vitimista; se posto uma denúncia séria, alegam que quero somente likes. Qualquer postagem hoje em dia é vista como nada mais, nada menos, que "lacração". E o bom, doutor, é que tudo isso gera muito engajamento.

Mas quem se importa com isso diante das Big Techs, que lucram muito às custas de usuários presos à tela, presenteados com o que o algoritmo tem a proporcionar? À medida que a tecnologia avança, o ser humano se torna presa de gigantes que o manipulam de diversas formas. Por mais que haja denúncias de que as redes sociais são uma das maiores causadoras de problemas psicológicos, o prêmio que elas oferecem prende o indivíduo miseravelmente.

O doutor olhou para o paciente e passou as devidas receitas para que ele ao menos conseguisse dormir e recuperar o controle emocional. Esta é uma das vítimas que ao menos ainda reconhecem o grau de seus problemas. Porém, diante dos ganhos dessas redes que enriquecem às suas custas, isso se torna um nada, pois há quem negue toda a causa do problema.

Homem exausto cercado por telas, com as mãos presas por fios luminosos que saem do celular com ícones de redes sociais. Arte digital conceitual gerada por inteligência artificial para ilustrar o texto
Homem exausto cercado por telas, com as mãos presas por fios luminosos que saem do celular com ícones de redes sociais. Arte digital conceitual gerada por inteligência artificial para ilustrar o texto.


29 junho, 2026

O coração

O coração
Pulsa,
Palpita,
Fala,
Brinca
E eu
Sequer
Compreendo...
Resta-me
Uma pergunta:
- O amor
É tão vivo
Quanto
O coração?


Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa bege.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.

MEC Livros Já Soma Mais de 1 Milhão de Leitores: Bom Governo se Faz Com Políticas Públicas e Investimento na Educação

Já somam mais de 1 milhão de pessoas fazendo uso do MEC Livros, mais uma grande iniciativa do governo Lula que, por sua vez, tem grande importância no incentivo à leitura. O Brasil tem tudo para crescer, e o governo federal vem demonstrando isso.

Com a criação do MEC Livros, assim como do MEC Idiomas e do Tela Brasil (a nova plataforma de streaming pública), fica claro o trabalho para que todos tenham acesso e possam usufruir do conhecimento distribuído por essas ferramentas disponibilizadas. Também vale citar o programa Pé-de-Meia, que incentiva os jovens a permanecerem nos estudos, funcionando como um meio de suma importância para que as novas gerações tenham um futuro digno e próspero.

Voltando ao MEC Livros: se muitos alegam que temos uma sociedade que não gosta de ler, acabamos descobrindo que há um grande público leitor e que muitos outros ainda vão ganhar o hábito da leitura. Para que isso aconteça, é fundamental manter projetos desse tipo. Trata-se da luta contínua pela alfabetização, pela acessibilidade aos meios de estudo e pela ampliação do conhecimento para todos.

Imagem com o presidente Lula usando óculos e lendo o livro amarelo "A Cabeça do Santo". Ao fundo, texto verde e amarelo celebra a marca de 1 milhão de usuários alcançada pelo aplicativo MEC Livros.
Imagem divulgação do MEC. 


28 junho, 2026

Tempo

Carro, pra que tantas
Velocidades
Se os dias voam?
Se as sensações
Forem gostosas!
Me leve contigo.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa bege.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Gostoso

Gostoso é um beijar
De abstinência,
Quando tudo está
Perdido.
É um traçar de guerra
Em toda amplidão,
Enquanto o beija-flor
Pede a paz vizinha.
É um colar de pérolas
No teu pescoço
Para realçar o batom.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa branca.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


21 junho, 2026

Enganar a quem?

Enganar a quem senhores,
Com tanta promessa e tanta
Mentira? Enganar a quem?
Iludir toda a sociedade
Sofrida. Enganar a quem?
Cadê a vergonha na cara
Senhores, cadê?
A vergonha de sempre estar
A mentir, nas redes de televisão
Nas emissoras de rádio
E ao vivo, pegando nas mãos
Dos que nada tem
Na maior cara de pau
Enganar a quem senhores?

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


16 junho, 2026

Cansei de perseguição

Hoje resolvo fazer uma consulta
Médica, o senhor
Vai ter de examinar também
Toda a sociedade.
Doutor, estamos todos os dias
Sendo sugados, pernilongos,
Muriçocas, homens do plenário.
– Tem dias que somos perseguidos,
E outros dias somos esquecidos.
– Doutor, já inventaram
Alguma vacina contra a hipocrisia?
Quero uma para combater
A minha hipocrisia,
E toda hipocrisia social e política.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa polo cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Aprendiz

As lágrimasDos olhos
De uma criança
Que aprendeu
A amar um time
Escorreu ao ver
A vitória do rival.
A criança
Aprende desde cedo
Que em jogo de futebol
Não é somente de ganhos:
- Um dia ganha, um dia perde,
Um dia ganha...
Assim também é a vida.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e a camisa da seleção brasileira. Imagem: Meta AI
Valter Bitencourt Júnior, blogueiro, poeta e escritor. Imagem: Meta AI

A vida é assim

A vida é assim
Tudo assim
Eu sem jeito
A vida
Devagar
Uma cerveja
Transbordando
Em pleno
Domingo.
Poesia
Bela
Ver a morena
Andando
Rebolando
Deslizando
Beleza
Extrema
Da beleza.
É a vida
E eu
Apaixonado
Pelas belas
Canções
E ponho-me
A dançar.
Chamo a moça
Que eu tanto
Mirei e sequer
Tem dado-me
Bola, para dançar
– Recebi um não…
Outra moça
Ao meu
Lado
Na minha cola
Quando viu
Não me deixou
Na mão
E Dançou comigo
– Fizemos
Um belo par.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior em formato de desenho colorido.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Avante

- Que caminho devo seguir?
- Você é sonhador?
- Sou!
- Deixe as estrelas lhe levar...
E assim pegou a estrada.
O destino é cada passo
Que se trilha,
Cada passo
Uma história,
Um novo mundo.
Pedras no caminho
Sempre vai aparecer,
As pedras se desmancham
Com a chuva,
As pedras vai pela
Rua, e a gente?
- Passa!

Imagem de Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa cinza
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Laço de amor

Num marco de uma estrela
Dois amores olhando
No infinito
Cada um em sua
Direção.
Cada um levanta
As mãos Como se pudessem
Tocar umas nas
Outras
e no pescoço
Cada um com
Um amuleto
que preenche juntos
Um coração.

Selfie de Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa branca.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


15 junho, 2026

Mundo

No mundo circula uma grande corrente
De sentimentos,
Este mundo que sequer conseguimos
Abraçar.
E ela é mais um mundo
Que penso ser pertinente
Ao meu coração.
Seu olhar faceiro,
Seus lábios cor de lis
Meu mundo confuso,
Seres em guerra,
Disputa por entre a vaidade e o ego,
Seus cabelos soltos
Brincando com o vento.
O mundo é grande, não dar
Para abraçar, o mundo governado,
Pessoas limitada em seus quereres,
Censura. E ela,
A despertar meus desejos,
Sequer percebe
O que meu olhar diz,
E meus lábios sequer solta
Palavras.
O corpo dela é o mundo
Onde penso navegar,
O mundo de curvas,
Por entre o perigo
O prazer.
O mundo é louco,
Os seres também,
O mundo meu e o mundo dela,
O oposto se atraem - diz o ditado.
Países brigando entre se
- Nem sempre o ditado é o que diz,
Bombardeio, crianças e adolescentes
Mortas, escolas fechada,
O mundo gigante,
Precisa de um abraço,
Sozinho jamais poderei abraçar
O mundo.
E ela, aquela mulher na esquina
Foi embora,
E eu sozinho, percebo que o meu
Mundo desaba...


Ali distante a fome,
A vida não é um romance,
A vida é efêmera
Viver torna a vida durável
- Feliz aquele que escolhe a vida,
E sabe viver.
Ela não se foi,
O mundo não acabou em 2000,
Neblinas vejo
Por entre a memória,
Onde ela caminha,
Para onde não sei.

Selfie de Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa branca.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Por que tanta violência?

Por que tudo vai assim?
Parece que não tem coração.
É uma violência a dominar
O mundo, numa forma tão voraz.
Tantas pessoas sofrendo,
Tantas famílias chorando.
Tão triste pensar que não é um sonho
Que todo este pesadelo é realidade.
Escuto o desespero,
E o grito de quem faz a ,
Atirando para todos os lados,
Desumanamente.
Em que mundo
Estamos vivendo?

Selfie do poeta e escritor Valter Bitencourt Júnior fazendo uso de óculos de grau com armação preta e camisa branca com algumas cores pretas. Uma de suas mãos está próxima a boca. Na parede alguns quadros.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


A planta

Cria a raiz
Se transforma
Até numa casa.
A planta
Também é beleza
Encanta
As mulheres
Se transforma
Em enfeite
Dando vida
Ao ambiente.


Imagem de planta
Imagem de planta.


12 junho, 2026

Minha fé?

Minha fé? Minha fé continua viva!
Beber da fonte? Bebo das fontes!
E assim vivo a vida, como ela deve ser,
Crer, descrer e crer novamente,
Direito meu seu e de todos.
E as espécies por sua vez carrega
Dentro de si as suas crenças.
Do altíssimo - conforto
Do senhor - Sabedoria
Do pai - ensinamento
Assim somos seres viventes,
E cada um com suas teorias...
A igreja maior é o universo,
Para quem quer paz
Precisa aprender a amar,
Quem ama, pode ser amado ou desamado?
Mundo contraditório,
Seres de ditados: "não se pode agradar
A todos".
"Amai-vos..." minha fé continua viva
Minha - Utopia
Minha - Esperança
Minha - Perseverança
A sede de lutar sempre é maior.

E Deus, ser maior que o homem,
E o homem querendo ser maior que Deus,
O homem apenas uma partícula do
Universo,
Deus o corpo do universo inteiro,
Sofre a ação humana.

Na imagem o poeta e escritor Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa polo cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Juntos

Fu-gi-dio
Es-ta-va o tem-po
A se esmaecer
Por entre o vento...
O beijo
Looooongo - veneno,
Fisgou em meus lábio -
Prazer! Corrompe por completo,
Meu ser.
So-le-tra meu peito a bater...
...
Fascinações noturnas. 


Na imagem Valter Bitencourt Júnior em formato de desenho colorido.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Ilha

E se um dia eu encontrá-la?
Não ficarei sozinho, aproveitarei
Cada dia, junto a você.
Eu agora, sou apenas eu
E o nada que circula
Por minha volta.
Escrevo poesia, como se escrevesse
Um monólogo de meu próprio ser
Como um soliloquio qualquer
Meio que nostálgico.
Lírios, uma luz tênue
Que entra pela janela quebrada
Faz com que sinta por dentro...
Montanhas são gigantescas,
O céu é imenso.
E eu sou o que fica
No meio do mar.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior em formato de desenho.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


06 junho, 2026

Da superação ao recorde no IDH: O impacto do terceiro mandato de Lula

Hoje faz exatamente 1 ano que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), recebeu o título Doutor Honoris Causa pela Universidade Paris 8. É mais que necessário registrar momentos importantes como este, pois o Lula hoje em dia é um dos maiores exemplos de superação. Nordestino, veio de uma família pobre, foi operário e sindicalista e atualmente vem assumindo a presidência do nosso país pela terceira vez. E com o voto da sociedade brasileira vai caminhar para o quarto mandato. 

E um dos principais motivos são as políticas públicas implementadas em sua gestão, que muito vêm contribuindo no combate às desigualdades, o governo Lula tirou mais uma vez o Brasil do mapa da fome e o Brasil pela primeira vez atingiu o maior índice de desenvolvimento humano de sua própria história, segundo relatórios da ONU.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece à direita no palco, vestindo um terno azul-escuro com gravata vermelha, segurando e sorrindo para o diploma emoldurado de Doutor Honoris Causa. À esquerda, o reitor da Universidade Paris 8, Arnaud Laimé, veste um terno bege claro e sorri em direção ao presidente. Ao fundo, uma tela escura exibe um logotipo circular azul com a inscrição parcial "HONORIS DOCTORAT CAUSA.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece à direita no palco, vestindo um terno azul-escuro com gravata vermelha, segurando e sorrindo para o diploma emoldurado de Doutor Honoris Causa. À esquerda, o reitor da Universidade Paris 8, Arnaud Laimé, veste um terno bege claro e sorri em direção ao presidente. Ao fundo, uma tela escura exibe um logotipo circular azul com a inscrição parcial "HONORIS DOCTORAT CAUSA". Imagem reprodução 


05 junho, 2026

Lembrança

Sensível esta a sua visão
Ao seu amanhecer,
O sol penetra por sobre
Os seus olhos, tentando
Mostrar a luz do dia...
Sentia um pesadelo...
Sentia um pesadelo,
Na escuridão da noite,
Mas amanheceu...
O sol tênue com a luz
Entra em seu coração!
A luz do sol tênue
Entro por entre
Os escombros da janela,
Mas em você
Ainda resta um vazio...

Na imagem Valter Bitencourt Júnior em formato de desenho colorido.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Morte, negritude

A violência está no ar
Rubra a se banhar
Em sangue, e cadê
A misericórdia...
Os dias estão rotos,
E o coração pulsa
Tristezas escuras
Como o fim de uma cisterna.
Sentir! Cada elemento
Morrer em partículas,
Que não se juntam mais,
Cair no abismo,
E tudo, e tudo acaba
Não se encontrando
Mais.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa polo cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Beijos de jovens

Um canto
Que o vento leva.
Melodias,
Assovio de um pássaro,
Beijos de jovens
Apaixonados,
Amores, sentimentos,
Coração batendo,
Vida, e
Vivencias,
Sonhar ser eterno, gostar
Amar, que no coração
Jamais fique
Esse deserto!

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


03 junho, 2026

A vida nos pertence

Nascemos e respiramos a vida
Somos uma matéria importante
Da natureza, pertinente
Ao meio ambiente, muito mais
Que uma simples partícula.
Este o nosso habitat,
Este o nosso mundo,
Cheio dr crenças, e sentimentos
Quase que extinto.
Nascemos para viver a vida,
À vida nos pertence,
Somos mais que uma máquina
De produção, ricos em imaginação,
Somos mais que uma simples utopia,
Quem nos diz a verdade?
Somos vida, circulamos,
Dançamos, rebolamos...
Vivemos toda a biodiversidade,
Fazemos parte do ecossistema,
E também de uma cadeia alimentar,
Nos devoramos, mas também
Temos nossos sentimentos,
Queremos o nosso melhor,
Esquecemos do outro,
Temos o nosso lado egocêntrico
Temos a nossa ambição individual,
E assim também vivemos.
Somos bio e vivemos a diversidade,
Somos mais que uma simples molécula,
Temos cérebro, raciocínio
E necessitamos usar.
Nascemos para viver à vida,
Para deixarmos o melhor da gente
Para a futura geração.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


O poeta e o povo

E os poetas, os poetas
Necessitam falar,
Tirar tudo o que esta preso por dentro,
Sem medo, tem de falar
Para o povo, muito mais
Do que sente.
O poeta não pode calar,
Diante ao sistema,
Diante a tudo o que se passa,
Diante a opressão,
Diante ao massacre social.
O poeta tem de falar
O poeta tem de escrever,
Nada pode calar a boca do poeta,
O poeta tem de ser livre,
Tem de romper barreiras.
O poeta tem de respirar
E se o ar esta poluído
Buscar uma forma de falar
Se a água está poluída
Buscar uma forma de falar,
Se estão matando a natureza
Buscar uma forma de falar,
A sociedade precisa saber,
Que estão destruindo 
O que há de mais precioso,
A natureza.
Se querem cortar os direitos
Trabalhistas, o poeta tem de falar
Se o povo não tem como
Se sustentar, o preço
Dos alimentos estão auto
O poeta tem de falar,
Levantar o povo
E juntos protestar,
O poeta não pode morrer,
O poeta tem de sobreviver
O poeta tem de buscar,
O poeta, o poeta tem que
Ir além da poesia,
O poeta tem que ter ousadia
O poeta pertence ao povo.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior em formato de desenho colorido.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Liberdade e respeito para todos

Liberdade e respeito para o meu povo
Sofrido, que tanto vive na miséria
Liberdade e respeito para o meu povo
Esquecido pelos tiranos
Do plenário.
Liberdade para os poetas, escritores,
Cantores, jornalistas,
Liberdade de expressão,
Liberdade para poder
Reivindicar, liberdade
Para o povo, liberdade
Para todos.
Liberdade e respeito as
Classes trabalhistas,
Respeito aos alunos e professores
Das escolas públicas,
Justiça para as injustiças,
Chega de exterminarem 
As crianças e jovens.
Chega de enganarem
O povo, chega de alienação
Nos meios de comunicação
Liberdade e respeito para
Todos.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa com as cores branca e vermelha.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


01 junho, 2026

Abandono

O teu silêncio
E tua descoberta
Cobre todo o ser
E o mundo,
E um cais de areia
Em sangue,
Um aborto profundo…

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa polo cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


31 maio, 2026

Somos crianças

Sempre serei uma criança
Sorridente, com alma de menino.
Não quero ser sério...
A vida pede menos que isso!
Sou uma criança na busca da liberdade,
Sou livre para respeitar
A sua liberdade, somos livres
Para respeitar uns aos outros,
Somos crianças adultas.
E ser criança não é viver
De criancice, somos responsáveis
Pelas nossas ações, ser pássaro
E saber voar, ter cuidado
Para não dar motivos
Para ser prendido e a asa cortar.
Somos crianças a romper barreiras,
Somos criança na sede do saber.
A educação nos lapida, o estado
Nos assassina, temos de por
Fim naquilo que nos marginaliza.
Sou criança, somos criança
E vemos a vida como adultos,
Nos tornam adultos, e matam
A nossa inocência de acreditar na vida,
De acreditar no amor a se mesmo
E ao próximo.


Menino sorridente sentado no chão, simulando voar com os braços abertos. Ele usa chapéu de aviador antigo com óculos, cachecol verde e calça jeans. Ao seu lado esquerdo, há um avião de brinquedo feito de madeira, sobre um piso de tábuas rústicas.
Menino sorridente sentado no chão, simulando voar com os braços abertos. Ele usa chapéu de aviador antigo com óculos, cachecol verde e calça jeans. Ao seu lado esquerdo, há um avião de brinquedo feito de madeira, sobre um piso de tábuas rústicas. Imagem da Internet 


30 maio, 2026

A Farsa do Combate ao Crime e o Jogo do Entreguismo: A Face de Quem Já Perdeu a Dignidade no Jogo Político

Muitas vezes, as pessoas se deixam levar por esse grupo dos Bolsonaros. Com essa turma não se brinca: eles mentem descaradamente, manipulam e enganam sem mais nem menos. O senador Flávio Bolsonaro pouco se importa com o combate ao crime organizado, assim como demonstra não ligar para a soberania do nosso país. Dependendo dele e de seus aliados, o Brasil corre o risco de se tornar o quintal dos Estados Unidos, entregue à macroeconomia deles e refém de suas leis restritivas e retaliações.

Os eleitores precisam ficar cientes do que realmente significa a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos EUA. É necessário que a sociedade aborde esse tema com propriedade, pois o objetivo de fundo é fazer com o Brasil o mesmo que fizeram com a Venezuela. Inclusive, muitas das instituições financeiras brasileiras correm o risco de se tornarem reféns das sanções norte-americanas.

Essa ala política tenta promover uma verdadeira lavagem cerebral na população, desviando o foco dos principais assuntos, como o caso do Banco Master e os possíveis envolvimentos do próprio Flávio Bolsonaro, de Jair Bolsonaro e de Eduardo Bolsonaro. Querem pintar o governo Lula como se fosse defensor do PCC e do CV quando, na verdade, não é. O debate central gira em torno da soberania nacional e da luta que já vem sendo travada dentro do nosso próprio território contra o crime organizado.

É fundamental destacar que o governo federal criou o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com um investimento de 11 bilhões de reais. Essa iniciativa tem surtido efeitos práticos de forma eficaz, bloqueando e rastreando bens e combatendo a lavagem de dinheiro das facções criminosas. Convido os leitores a pesquisarem sobre o programa Brasil Contra o Crime Organizado e a perceberem a importância dele. Que tal?

Não adiantará recorrer a esse jogo de entreguismo que caminha na contramão do desenvolvimento nacional. O Brasil tem pleno potencial para crescer e a família Bolsonaro não continuará destruindo o país com falsas propostas de salvação. Flávio Bolsonaro terá que responder por suas ações; o governo Lula não tem nada a temer. A estratégia que a oposição adota hoje serve apenas para desgastar a sua própria imagem, que já carrega o peso do histórico político de seu progenitor. Diante disso, a defesa da soberania e das instituições brasileiras permanece como o único caminho viável para o futuro da nação.

Imagem gerada por IA: Reunião com pessoas analisando mapas e relatórios sobre soberania e segurança nacional. Na mesa, notebook e jornais em destaque informando sobre o combate ao crime e denúncias políticas.
Imagem gerada por IA: Reunião com pessoas analisando mapas e relatórios sobre soberania e segurança nacional. Na mesa, notebook e jornais em destaque informando sobre o combate ao crime e denúncias políticas.


Leitura e Interpretação da Poesia "Versos Íntimos", de Augusto dos Anjos

Valter Bitencourt Júnior fazendo a leitura e a interpretação da poesia "Versos íntimos", de Augusto dos Anjos.



Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de sua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Augusto dos Anjos 

Uma ilustração em estilo de desenho a bico de pena ou gravura em preto e branco sobre um fundo claro, exibindo o retrato do poeta brasileiro Augusto dos Anjos.
Uma ilustração em estilo de desenho a bico de pena ou gravura em preto e branco sobre um fundo claro, exibindo o retrato do poeta brasileiro Augusto dos Anjos.


25 maio, 2026

Um mar revolto

Areia molhada e uma calha
A respingar chuva
Transbordando pela janela,
Coragem, e voava os sonhos,
A rede de descanso
Não mais ia e voltava,
Casa molhada, gatos
Passeando de um lado
A outro, fatos, relatos
Mundo imenso, mundo
Em meu ser pequeno,
De sonhos grandes
Do tamanho do mundo.
Beijos de jovens, praça vazia
Homens e mulheres
De mãos dadas
Não caminhavam pela rua,
Crianças não brincavam
De bicicleta, muito menos
De bola, senhores de idade
Isolados em suas casas.
Um governo a mentir
A economia do país
Um exército de andorinhas
Felizes fora do seu território,
Que nunca é o mesmo.
Desmatamento, poluição no ar,
Poluição noturna,
Milhares de seres sendo
Jorrado pelo ralo,
Gente na rede se conectando
Com quem nunca
Vai ver na vida real,
Solidão, suicídio
Morte de segundos,
Acidente vascular,
Bala perdida,
Gente afogada mesmo
Não estando no fundo
Do poço,
Nadamos no seco,
Sorrimos nossa desgraça.
Notícias sangrando
Morte prematura,
Assassinatos.
Tv de qualidade
Transmitindo em 3d
O real como se fosse
Imaginário.
Regras não foram feitas
Para serem apenas
Seguidas.
A constituição falha
E cremos nos “poderes”
A esperança vive no meu peito,
Creio em Deus,
E todos creem em algo,
Sozinhos não somos nada,
E nos isolamos, cada vez
Mais.
Rádio ligado, música
Com letras de múltiplos
Sentidos, e não é poesia.
Nada encanta,
Estimula o prazer
Do comodismo.
Meu bem quero café,
A vida vai passando
Acendo o cigarro
Mato-me aos poucos
(Não tenho pressa de morrer),
E nada parece valer a pena,
Meu bem, não há nada
A se lastimar, é o que parece,
Uma dose de conhaque
A agredir os orgãos,
Hoje não havera noite
De sexo, não leremos o jornal
Impresso.
Meu bem, sustentamos nossa
Hipocrisia, morremos
Pensando em renascer,
E nem sempre se encontra
A paz no branco
Manchado com elemento
Estranhos a corroer
O tempo enferrujado,
O mar revolto, dentro
Da gente, um mar revolto
Dentro da gente.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos com lentes preta e camisa preta.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


21 maio, 2026

Ingenuidade

Beija flor és tão bela
Que me fascina!

Nostalgia, euforia

Fico indeciso
Com a nostalgia
E a euforia
Não sei se escrevo noites
Não sei se escrevo dias!


Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camiseta azul.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Amor inefável

É inefável
A tua clemência!
O teu martírio, inexorável...
É mister
Saber cuidar-se.
Nem sempre
Se encontra uma mão,
Cuidado!
O seu coração
Que tanto
Sofre
Ficará lasso
Constantemente.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa polo cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Monólogo de um ser apaixonado

Não aguento ficar distante
De você,
É como estar faltando
Alguma coisa em mim.
Não sei o quê!...
Gostaria de traçá-la
Nas nuvens,
Mas mesmo assim
Triste!
Pois sei que elas se desmancham!
Não sei se suporto
A sua distancia
Mas queria
Morrer abraçado
Com você!

Na imagem em preto e branco Valter Bitencourt Júnior usando óculos e segurando uma caneta.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


20 maio, 2026

A Direita Brasileira Está Prestes a Se Livrar de Seus Demônios

A cada dia é visível que é o fim de uma familícia que dividiu o nosso país e veio gerando discórdia e desavenças entre a sociedade. Diante das novas investigações e notícias que apontaram os envolvimentos dos Bolsonaros no caso do Banco Master, tudo vem mostrando que a direita está prestes a se livrar de seus demônios, por mais que eles tenham aparecido como se fossem os salvadores da pátria.

Quem sabe assim a direita aprenda de fato a se separar: a direita da extrema-direita. Talvez os novos candidatos, que vêm se vestindo com as mesmas roupagens do bolsonarismo, e boa parte da mídia comercial ainda não permitam isso. Mas é visível, a cada dia que passa, o fim do bolsonarismo e, quem sabe, de uma extrema-direita que saiu dos porões para assombrar o nosso país.

Atualmente surgiu em nosso país uma direita carregada de arrogância e mesquinhez, já prevista pelo conservadorismo ferrenho e o aceno ao mercado. Pior que isso é a extrema-direita, que manipula os demais através de fake news e distorção de notícias. O Brasil está prestes a se livrar de uma turma escrota e isso se tornou um meio de aprendizagem para que a história não se repita diante desses negadores da história do nosso país. Resta também ficar com os olhos abertos nos candidatos que vêm adotando a mesma postura dos Bolsonaros.

Pois bem, é o fim de um ciclo e todo cuidado é pouco para que não venha a surgir um novo ciclo de políticos que pouco se importam com a sociedade e visam nada mais, nada menos que lucrar junto ao mercado. É a direita se livrando dos demônios e do seu falso Messias, assim como dos clãs.

Na imagem uma espécie de varredura do bolsonarismo, a imagem foi gerada através da Inteligência Artificial (IA).
Imagem gerada através de Inteligência Artificial (IA).


19 maio, 2026

O Clamor das Ruas Não é Vadiagem: A Luta dos Professores por Respeito e Valorização

Olha a falta de respeito do vereador Lucas Pavanato (PL) para com os professores de São Paulo, na Câmara Municipal de São Paulo. O direito de cobrar o reajuste salarial é direito de todo profissional, que, por sua vez, tem que ter o seu direito trabalhista valorizado e reconhecido. Fazer manifestação, protestar pelos direitos não é ação de "vagabundo", como o vereador tem dito e quer apontar; isso mostra a mesquinhez desse ser que não quer fazer os devidos reajustes salariais dos professores.

Ele ataca os professores com palavras camufladas que direciona ao mesmo sentido de depreciação dos direitos dos professores e à redução do reconhecimento da profissão do profissional de ensino.

Esses senhores se acham no direito de ofender as classes trabalhistas. Nesse caso, a ofensa é direcionada aos professores. Os professores, por sua vez, vivem esse constrangimento sempre que vão pedir reajuste salarial, pois esses senhores pouco se importam com os profissionais de ensino e o reconhecimento de sua profissão. É necessário que haja leis que venham a condenar esse tipo de gente que ataca os direitos trabalhistas e visa reduzir os profissionais ao nada. Manifestantes não são "vagabundos", são cidadãos e cidadãs lutando pelos seus direitos, que muitos desses (inclusive o vereador Lucas Pavanato) querem vetar.

Não existe transformação social sem manifestações, protestos e luta, pois os direitos garantidos hoje em dia foram através de muitos esforços. Quem faz as verdadeiras transformações sociais é a sociedade que se manifesta, protesta e luta pelos seus direitos. Que respeitem os professores assim como as demais classes trabalhistas.

Nna imagem Lucas Pavanato (PL) na sua frente um microfone. Imagem reprodução
Lucas Pavanato (PL). Imagem reprodução


18 maio, 2026

Eflúvio / desespero

Sinto cada eflúvio
Suando frio
No meu coração.
Dessa vida desalmada
Nada me satisfaz,
Somente a tua face
Molhada no meu colo
-me mata.

Selfie de Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa polo. Deitado na cama.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.




16 maio, 2026

Sistema

Crianças tão inocentes
Brincam de barquinhos
De papel, e avião de plástico,
E… Como pode?
Ter um ser assim
Tão poeta…
Os jovens são tão
Ligeiros, e degustam
Tantas coisas novas,
Como pode?…
Serem tão poetas.
O adulto que corre
Em busca de coisas sérias
Que perdem tanto ao estado,
Mas às vezes tanto reclamam
Como pode?
Poetas que vivenciou a vida,
E esse sistema que quer ver
Os nossos olhos fechados.

Na Imagem Valter Bitencourt Júnior fazendo uso de óculos de armação preta e de de grau, usando camisa cinza com alguns traços variados.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


14 maio, 2026

A Pipoca Já Está Pronta: O Filme do Banco Master Bate na Porta dos Bolsonaros

Se você acha que o caso do Banco Master não tem muito a ser revelado, que tal preparar a pipoca antes que o circo pegue fogo? Quem sabe seja o "começo do fim". Sabe-se que, quanto mais mexem, mais ainda fede, e tem muita gente se escondendo (o filme tá feio, para não falar cabuloso). Agora, o que me deixa pasmo mesmo é a grande quantidade de dinheiro que essa gente tem desviado, fora o que não se foi calculado. Mas que filme, pense num filme! Só que com a belíssima participação da Polícia Federal, que desmontou toda essa organização criminosa e continua com as investigações.

Eu queria escrever sobre a história da raposa ou, quem sabe, da galinha, porém estou aqui perplexo com os áudios do Flávio Bolsonaro e o Vorcaro (gente!...). É, mas de quem é a culpa? A culpa é do Lula (ironia). Sei que a escrita é sobre outra raposa, ou quem sabe as raposas do cofre público, de políticos a empresários. Muitos desses somente não são donos do galinheiro porque, de malandros, acabaram levando rasteira da própria esperteza. Ou seja: acabaram se perdendo na crença de que iriam continuar sendo impunes de seus atos criminosos. Para essa gente, somente vai restar a cadeia (não é a cadeira da presidência; para quem quer a referência, poucas palavras bastam).

Não irei comer toda a pipoca, porque estou guardando um pouco para os debates políticos. Muitas dessas pessoas acham que vão nos enganar (hahahahaha)... Não mesmo! São tão negacionistas que negam a própria voz, muitas das vezes a própria imagem (seja foto ou seja vídeo), embora existam as deepfakes (aí, já é outro caso).

Escrever qualquer coisa sobre essa gente é um saco, mas eu quero mesmo é ver o desfecho disso tudo. Tomara que não acabe em pizza, enquanto a gente come pipoca e fica numa perspectiva do caralho de ver essa gente escrota realmente sendo devidamente condenada.

Imagem gerada através da inteligência artificial, como charge e ironia a Flávio Bolsonaro e Vorcaro
Imagem gerada através de inteligência artificial.


Suspiro

Tu!
De onde vens?
Dessa forma
De onda...
Me deixas mágoas
Ficas!
Não vás...
Estou cansado
Das tuas indecisões

Nós!
Suplicamos amor eterno...
Somos cachoeiras,
Se quebrando
Nos rochedos

Lá estamos
Eu e tu,
Nas cortinas
Ilusórias
Do céu!

Valter Bitencourt Júnior usando óculos de grau e camisa polo cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


12 maio, 2026

A Arte Além do Engajamento: O Poder da Conscientização no Pagode

A arte também é conscientizar e ganha uma grande importância quando usada de forma benéfica e justa, como um dos meios de gerar conscientização e impacto significativo na sociedade (logo, me refiro à arte em si, como um todo). Acabei de assistir a um vídeo em que o cantor conhecido como "O Kanalha" canta a sua nova música contra a violência às mulheres. Excelente iniciativa que ele tem tomado; a luta contra o feminicídio continua. Ele inclui na música estatísticas e fatos reais sobre a violência contra as mulheres.

Tenho assistido, antes de ver esse outro vídeo, ele falando que perdeu seguidores e que, se ele canta músicas com letras de múltiplos sentidos, as pessoas escutam; e falou sobre um vídeo recente que teve um grande alcance de público: quando o assunto é conscientização, muitas dessas pessoas perdem o interesse. Muitos cantores descobriram que o que gera engajamento e até mesmo receita, seja na internet ou em shows, são músicas com palavras de duplos sentidos, com cunho, muitas das vezes, sexual e depreciativo, e que colocam a mulher como um objeto sexual (muitas das vezes); letras que citam drogas lícitas e ilícitas.

Quando "O Kanalha" cria a música titulada "Mulheres merecem respeito", ele mostra que é capaz de quebrar esse ciclo; em vez de dever oferecer ao público o que ele quer, o artista se torna livre e ganha independência. Lembrei de um sucesso que foi lançado em 2007, titulado como "Mulher brasileira (toda boa)", música composta pelos artistas J. Telles (Jorge Telles), Pepê e Márcio Vitor abordando a autoestima da mulher. Vejo essa música como uma das belas canções do pagode, que fez um grande sucesso através de Psirico.

Tem muita gente que fala super mal do pagode; são poucos que querem enxergar o que de fato se passa. Muitos desses artistas oferecem, como já citei acima, o que o público quer; eles se sustentam através disso, virou um dos meios de sobrevivência. O ser se torna escravo do público sem que ao menos perceba: a necessidade de ganhar dinheiro, o querer se tornar famoso e reconhecido de alguma forma. Até que o ser tenta buscar o seu próprio ritmo e renovar de alguma forma, ele passa, nessa questão, por algumas dificuldades, porque o público que ele atraiu é justamente o público que ele acabou cultivando através de suas letras.

Temos grandes artistas, quanto a isso não temos dúvida alguma. Cada artista busca construir o seu próprio público. Citei apenas dois artistas, porém sabemos que tem muitos outros quebrando esse ciclo e conseguindo superar. É claro que ele pode cantar várias outras músicas com letras de duplo sentido; esse choque de público que ele percebeu é muito importante para o próprio crescimento artístico.

Imagem reprodução, na imagem aparece o artista "O Kanalha".
Imagem: Reprodução 


10 maio, 2026

A Posse e a Desconstrução do Ter: O Caminho para a Humanização

O ser vai, ao longo do tempo, aprendendo a ter posse do que há por sua volta; o "é meu" é uma das palavras de propriedade em que todos querem segurar e dominar. Percebo a forma como algumas pessoas agem: todos, por sua vez, querem mostrar ter posse de bens materiais ou não materiais.

Desde o início da humanidade, o ser quer mostrar ter domínio e posse das coisas e brigam por isso, porque nem todos querem abrir mão do que lhes pertence. É claro que tem o seu lado positivo e negativo: positivo no quesito de que tem a consciência de posse, desde que não venha a ferir os direitos dos outros; negativo no quesito de apego e apropriação. O ser é humano por ter a consciência do que lhe pertence e se torna desumano na medida em que faz uso dessa consciência como forma de domínio ao outro: a escravização humana provocada através dela mesma. O ser humano pode ter consciência do que lhe pertence, compreende o espaço e suas limitações. Sabe-se também que existe, diante da posse, muitos dos direitos negados.

Todos ganham essa característica de posse desde o nascimento, por mais que ainda não se identifique o nome das coisas e para que servem; a posse, por sua vez, se torna uma questão de sobrevivência. O ser sente o que falta e, ao longo do tempo, vai aprendendo sobre as suas necessidades e existência; e, a partir da posse das coisas, também vai aprendendo a abrir mão como forma de libertação. Mas esse abrir mão depende do tipo de posse — por exemplo, de bens materiais, quando o ser percebe a importância de compartilhar e que não vive sozinho; ou, quem sabe, de acreditar ser dono do outro por questões abstratas ou por morarem juntos. Do concreto ao abstrato, o ser muitas das vezes busca ter posse como forma de autoridade sobre as coisas; isso já é do próprio ser humano e de seus instintos.

Quem muito demonstra ter posse das coisas busca mostrar autoridade; o "é meu" pode se tornar uma forma de diminuir o outro ou fazer com que o outro tenha a consciência do que não lhe pertence e do que é de si mesmo. Assim como há os que dizem "ter", também há os que dizem "não ter", logo percebemos as desigualdades. A desigualdade formada através de uma história passada que deixou herdeiros e uma dívida histórica que veio se formando ao longo do tempo, de pessoas que se tornaram escravizadas por impostores que se apropriaram de terras e se fizeram donas. A propriedade privada se torna desumana quando sabemos que há uma grande concentração de terras nas mãos de uma única pessoa, pessoa essa que se utilizou, muitas das vezes, da mão de obra escrava por muitos anos; divisão de terras é a luta por direitos negados e a busca incessante de justiça.

Percebe-se que há o lado negativo e positivo: o processo de aprendizagem e o seu amadurecimento da compreensão do significado de posse e o significado e sentido de ser humano na medida em que aprende a compartilhar e ser íntegro; da posse à desconstrução dela mesma como forma de humanização da própria espécie.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior, em formato de desenho feito através de ia, usando óculos, camisa azul
Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.


Seu tudo

Sou a criatura
Mais feia!
É o que dizem
E me aparece
Você vendo-me
Seu tudo!

Valter Bitencourt Júnior usando óculos de grau, camisa polo listrada com as cores vermelhas e brancas.
Valter Bitencourt Júnior, poeta escritor e blogueiro.


08 maio, 2026

Tudo está azul

Sinto um lindo cheiro no ar!
Alguma coisa vem de longe
Caminhando como uma dança
Cheiros de mar
Dentre as nuvens
De todos os meus sonhos
Ilusão...
É a essência do dia
Que me desfaz de todos os tormentos!...

De todos os momentos
Enquanto isso passa,
Tempo!



Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.

Vaidade

Corrompe
A beleza
De todos os
Instantes!

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Nostalgia

Pra mim o rio já te cansou;
A maré te levou;
O passado te machucou
O hoje já morreu
O ontem sequer ressuscita
Os seus prantos se secaram
As cachoeiras se afugentaram
Por te verem as nuvens
Desmancharam-se
E a pergunta fica
O que tanto te fustiga?

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Monólogo

Gostoso é o nosso
Expressar:
Intimo quente, prazeroso, suave...
Nos lastimáveis momentos
Subitamente nos afastaremos
Para não fustigar as flores
Para não romper as rosas...
Quero enfatizar o amor,
Fantasiar a nossa vida.
Rapidamente não te avisto
Bato-me com os dentes
Faz-me derreter os olhos,
Não conseguindo
Avistar beleza.
E faço a minha vida
Um monólogo
Sombrio sem respostas.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


06 maio, 2026

Mundo de traição

Mundo de traição
E desconfiança,
Ser humano
Nem sempre é humano
- Desumano.
Racional que se torna
Irracional,
Consciente que não
Controla o impulso
Se torna inconsciente:
- Até onde o ser pode ir?
- Até onde vai a monstruosidade
Humana?
Gente se matando aos poucos,
Gente se esquecendo
Que também é gente,
Gente por entre o ego
- Sobe o nariz.
Gente vaidosa,
Humilha que muitas das vezes
Não percebe:
- Que pode ficar sozinha.
Gente que se esquece
De se olhar no espelho:
- Preconceituosa.
Gente que cria o próprio
Apocalipse.
Ainda há gente
Que soltaria Barrabás
E mandaria crucificar
Cristo,
Em nome do pai
Do filho
Do espírito santo
Amém!

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.




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