sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Felicidade

Só quero seu sorriso
Transbordante nas areias
Cristalinas, feito um raio
A cegar os meus olhos,
E sentir na chuva da
Primavera você brotar
Como uma flor rósea!
Quero retomar você…
Em poesias, em seus dias
Rotos.
Quero no espelho
Ver você sorrir pra mim
E para todos feito um reflexo
Encharcando o dia de uma
Grande aurora.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Tem que matar?

Segundo Doria, governador de São Paulo, a partir de janeiro (2020) a polícia vai atirar para matar. É como se a polícia já não estivesse atirando para matar, a quantidade de pessoas assassinadas pela polícia vem aumentando e muito. Pelo o que a gente vem observando, a polícia já vem ensaiando, nesse ano (2019), com relação as mortes de 9 jovens em baile funk de São Paulo, nesse mês de dezembro, uma verdadeira emboscada da polícia contra parte de uma sociedade já marginalizada, que curte um estilo musical (funk) criminalizado por parte da sociedade e pelo sistema em si. Enquanto isso os governos e até mesmo o Ministro da Justiça, Sérgio Moro, vem criando leis como por exemplo o projeto “anticrime”, um projeto de lei criminoso, que visa massacrar os pobres, negros, moradores dos bairros periféricos… querem dá licença para matar!

No governo Bolsonaro, não esperamos mais nada, diante aos discursos de ódio e preconceituoso dele, diante a formação de um novo partido criado por ele, com o nome Aliança Pelo Brasil, inclusive Bolsonaro ganhou até uma placa com o nome Aliança Pelo Brasil, feito com cápsula de arma, quanto ao número do partido? 38. Isso mostra o quanto esse governo é doentio e pouco se importa com o seu povo, prega o armamento da sociedade, sociedade essa vítima deste sistema perverso do próprio Estado, que marginaliza para depois mandar prender ou matar.

domingo, 1 de dezembro de 2019

O Professor(a) é Um Ser Fantástico: Carta da Professora Silvia Regina Para o Escritor Sidney Rocha

   Incentivar os alunos para que eles cresçam e despertem a curiosidade pela escrita, pela leitura, pela arte, pela cultura em si - é de suma importância para a formação humana e intelectual.

   Essa carta (convite) da professora Silvia Regina para o escritor Sidney Rocha, faz com que eu volte a alguns anos atrás, de quando  eu estudava na Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima, em 2009, pois nesse ano eu escrevi a poesia "Onde está o teu corpo", para ser apresentado no projeto TAL (Tempo de Arte Literária), uma das minhas professoras chamada Sandra Zaira foi quem organizou, chamou cada um dos alunos para compor uma poesia ou uma música, pois também ia ser apresentado outro projeto chamado FACE (Festival da Canção Estudantil), neste ano eu não apresentei a poesia "Onde está o teu corpo", poesia essa que segundo a professora Sandra Zaira, tem o estilo das poesias de Carlos Drummond de Andrade, não somente a professora Sandra Zaira tem dito isso, quanto outros amigos e amigas que leram:

Ao sentir o teu corpo perto do meu
Senti calor.
Olhei nos teus olhos,
Ganhei confiança
Nessa noite serena me apaixonei…
Ao sentir teu corpo perto do meu
Comecei a te admirar
Observei tua boca,
olhos,
orelhas,
nariz…

De cima a baixo
Começo quase sem fim…
Porque em um certo dia,
Não cheguei a ver nem os teus pés.

Mas onde esta o teu corpo
Que estava perto de mim?

   Em 2010, eu compus para esse mesmo projeto TAL (Tempo de Arte Literária), a poesia "Destino" (dessa vez eu apresentei), na Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima. Não fui um dos vencedores, mesmo assim, eu ganhei motivação e passei a vê esse projeto com bons olhos para o encontro de novos talentos (um papel de suma importância para a escola):

O passado bate em minha porta feito chamas
Carregadas por um furacão,
Enfurecidas lembranças.
Jamais separaria os meus erros dos meus fracassos,
Há coisas que não queremos que sejam eternas
Como a realidade dos seus braços:
É como comprar alguém
E não querer ser comprado;
Explorar e velar um diamante tão raro…
Mas a joia mais cara do mundo não existe
O destino está voltado pra todos
Ou simplesmente estou triste.

   Em 2011, eu passei a estudar no Colégio Estadual Dinah Gonçalves, perguntei pelos projetos TAL e FACE, obtive a informação de que não ia ter esse projeto, então resolvi escrever uma carta para a direção da escola, pedindo para que tenha ambos os projetos, e também apontei na carta a importância desses projetos em uma escola/colegio público (claro). Recebi a resposta da diretora Cristiane, em que ambos os projetos iam serem realizados. Não lembro direito o poema que eu tenho apresentado, nesse ano, não sei se foi a poesia "Coração de pedra", fiquei no segundo lugar. Mas prossigo, sabe àquela poesia "Onde está o teu corpo", em 2012, eu apresentei no Colégio Dinah Gonçalves, foi uma das minhas maiores apresentações que eu fiz recitando esse poema, ganhei no primeiro lugar.

   Em 2013, não houve o projeto TAL e FACE, foi um ano de muitas manifestações, greve, protestos e reivindicações de direito. Houve algumas gincanas e alguns projetos para que todos alunos apresentassem no pátio da escola, posso dizer com propriedade que foi um ano muito difícil para mim (mas, não é o caso que tenho de abordar no momento), neste ano eu conclui os estudos.

   Por minha vez, continuo compondo e publicando as minhas poesias, faço tudo da minha forma, leio, crio e publico nos sites, blogs, redes sociais, tenho os meus erros na escrita, e vou aprendendo com os meus erros, e também tenho meus acertos.

   E tenho de me alegrar, com cartas (convite) como essa da professora Silvia Regina para o escritor Sidney Rocha, que com a sensibilidade pode reconhecer essa forma linda em convidar o escritor em forma de incentivar os alunos à escrita.

   Sidney Rocha, publicou no Facebook:

[FALA SÉRIO: TEM COMO DIZER ´NÃO’ A UM CONVITE DESSES?]
Quem acompanha este monólogo, aqui, se lembrará de que certa encontrei um livro de biblioteca escolar pública, levado e mantido indevidamente em recepção de consultório de classe média. E que, depois de alguma resistência, consegui restaurar o bem público de volta à Escola Municipal Ana Maurícia Wanderley. Hoje, através de carta [leia detalhes, na foto, que emocionante] de uma das professoras à escola, recebo o convite de voltar ali, agora para falar aos alunos e alunas. É sempre alegria receber esse voto de confiança de uma professora (e) de uma escola pública. Lugar de escritor é na escola, redigo, tredigo.Claro, professoras Silvia e Divane, amanhã serei o primeiro aluno a chegar, às 8h, em Água Fria, Recife.Eis a "flip" do Brasil real. Me sinto bem aqui.
Sidney Rocha, no Facebook, 01 de dezembro de 2019. 

Carta (convite) da professora Silvia Regina para o escritor Sidney Rocha.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Caso Raro: A Felicidade Batendo na Porta 3 Vezes

  Sim, a felicidade bateu na minha porta três vezes, eu não esperava, minha irmã (Lucielle) veio com uma encomenda entregue pelo Correio. Nessa encomenda eu li o nome do mestre da Academia Brasileira de Letras, Antonio Carlos Secchin, logo veio a felicidade, porque eu sabia que ganhei mais um livro, a curiosidade foi imensa em abrir a encomenda e saber qual livro se encontrava por dentro.

   Respirei fundo, e feito uma criança fui abrindo e pensou que não mais uma felicidade, ganhei um grande presente, quase caí no chão, só faltou as lágrimas caírem da minha face de felicidade, eu vi primeiro uma imagem, de uma das maiores atrizes brasileira, a Fernanda Montenegro. Gritei, de felicidade duas vezes, ao receber a encomenda e ao abrir a encomenda, ganhei o livro "Prólogo, ato, epílogo" (memorias), autografado pela Fernanda Montenegro (eita, a felicidade não bateu na minha porta três vezes, bateu 4 vezes, mas foi o que veio em minha mente, agora pela noite, nesse dia 13 de novembro de 2019).

  A felicidade bateu na minha porta outra vez, porque também contagiou a minha mãe (Lúcia) e ela falou, que gosta de me vê assim, feliz feito uma criança, falando coisas boas, falando em gratidão.

  A felicidade bateu na minha porta 3 vezes e um pouco mais.








quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Assistam em meu canal no YouTube: Tempestade




Tempestade


E corrupia o seu ser
Por entre a brisa,
E feito as flores
Cristalinas, o sol
A brilhar, em sua face.
Diamantes a serem lapidados,
Palavras de poeta
A serem cortadas,
Até chegar a sua
Perfeição. O tempo
No olho dos filósofos,
E uma maré de
Solidão no espaço.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Livro / cérebro

Vou conectar o meu cérebro ao livro,
E fazer de cada livro uma leitura,
Um interpretar um convívio,
Quero penetrar no livro, andar com
As palavras, e aprender cada…
Seu significado, seu sentido
Real e abstrato.
Quero que o livro faça parte da minha vida,
E a minha vida quem sabe venha
A fazer parte do livro.
Quero ser mais que cabeça,
Quero saber a hora de me colocar
Em todas as situações
E a hora de sair de fininho
Ou de não me colocar
Em situação alguma.
Quero conhecer um pouco de tudo,
E fazer o máximo para conhecer
Mais ainda, o mundo, a vida, os seres, as coisas…
Quero ter ideias, quero praticar
As ideias,quero vivenciar cada
Situação num livro e fora do livro.
Quero conectar o meu cérebro no livro, fora do livro, dentro do livro, na capa
Do livro, nas folha do livro,
No mundo do livro…

Os estudantes

Estudantes mendigando carona ao motorista de ônibus,
Que fechou a porta na sua cara, e na face do futuro da nação,
Este sequer recebe direito o salário de quem o subordina,
Diz muitos que dar carona a estudantes não é obrigação…
Nas mãos de alguns estudantes, caderno, livros,
Em seus bolsos (parecia vazio)
Quem sabe faltava lápis, caneta, borracha…
Eles tinham uma grande arma, o estudo
Os livros, a ideia, e quem sabe lá na frente
Façam a revolução.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Amor!

Alçar um voo,
E perder-se na plenitude...
Asas que podem quebrar,
E tudo vai descendo
Os céus desabam;
As nuvens descem pelas colinas,
Meu coração canta a aurora,
Cadê você minha menina?
Os montes que construí
tentei traçar nós dois
Tracei a vida de uma vida
Tracei um amor de um amor...
Ah! tudo desaba!!!

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Violência

Tudo se choca.
Tudo se derrete.
A vida muda
E os rumos
Se perdem.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Destino


O passado bate em minha porta feito chamas
Carregadas por um furacão,
Enfurecidas lembranças.
Jamais separaria os meus erros dos meus fracassos,
Há coisas que não queremos que sejam eternas
Como a realidade dos seus braços:
É como comprar alguém
E não querer ser comprado;
Explorar e velar um diamante tão raro…
Mas a joia mais cara do mundo não existe
O destino está voltado pra todos
Ou simplesmente estou triste.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Conciliação da amizade

A  amizade nasceu para sobreviver todo tipo de problema,
Todas as dificuldades da vida, para confiar no outro,
Confiar é doar-se, sem medo de cair, e quem se doa
Busca no outro toda a confiança do mundo.
Ser amigo, e ter amigo, formar amizade, criar laços
Faz parte da vida, em um mundo em guerra,
Ainda existe pessoas boas, decepções são fatos,
Vencer é erguer-se e sempre seguir em frente.
Isoladamente somos apenas um ser isolado,
Sozinho não somos completamente nada,
Somos seres necessitados um do outro,
Somos guerreiros amigos, e por entre as inimizades,
A conciliação, a capacidade de perdoar.
A flor é um símbolo, de conciliação,
Somos todos flores.

Para conquistar uma mulher

Para conquistar uma mulher
Tem que ter lábia,
Mas, será que é verdade?
Será que um olho no olho
Não seria capaz de roubar
Um coração?
E o amor a primeira vista?
Será que o amor a primeira vista
Existe? Dizem que para
Conquistar uma mulher
Tem que ter atitude,
Mas, o que é mesmo ter atitude?
E se tudo acontecer sem
Que ao menos perceba?
Nem tudo é como um romance
Ou quem sabe uma novela...
Isso é meio que gozado,
Para conquistar uma mulher,
Tem de fazer-se galã,
E querer todas,
E quem sabe até mesmo
Quebrar a cara, até
Encontrar uma que seja
Quem sabe a razão do viver,
Ou apenas um estar junto,
Quem sabe muito mais
Que isso.
Para conquistar uma mulher
Não precisa ser romântico,
Os românticos sofrem a solidão.
Para conquistar uma mulher
Não precisa ter diploma,
Para o amor não tem diploma,
Principalmente quando
Estar-se preso
Um ao outro.

Espírito natalino

Se todas as crianças
Tivessem ao menos um lar,
Elas seriam felizes?
Se todas as crianças
Tivessem brinquedos,
Elas seriam felizes?
Se todas as crianças
Tivessem escolas?
Se todas as crianças
Pudessem se sujar,
Jogar bola, pular,
Dançar, rir, e sonhar…
Se todas as crianças fossem
Apenas crianças,
E são!
Se o Natal, fosse
Todos os dias,
E todas as crianças
Vivessem felizes?
Sem guerra, sem briga,
Sem tristeza…

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Texto, poesia, poema?...

Tem de ser curioso ler bastante, pesquisar e beber em fontes diferente, todo bom leitor não apenas ler como também interpreta o que ler, diferenciar um texto do outro e saber o que é poema e o que é poesia, o que é poema e o que é texto e o que é poesia, tudo isso é conhecimento. A gente por nossa vez tem de ir na busca de conhecimento de mundo,ganhamos uma visão do mundo de acordo com o tempo, de acordo com a leitura, com os jornais impressos que lemos e também com o jornal que assistimos na rede de televisão, com os noticiários que são transmitidos na rádio, com as músicas que ouvimos, com a leitura de livros didáticos e não didaticos, com a leitura de revistas, e hoje em dia com o que vem sendo postado também nas reses sociais, nos sites eletrónicos, onde podemos ler também livros o e-book, na troca de informação entre duas ou mais pessoas, aprendemos muito em uma palestra, em uma roda de conversa onde acontece grandes debates.

Saber que o texto tem paragrafos,a escrita completa a linha do caderno, fazendo uso muitas das vezes da gramática, da sintaxe, coerência e coesão, tem a redação, dissertação, narração, descrição, existe vários tipos de texto, tem a crônica a prosa. O poema por sua vez tem as suas diferenças, o verso não completa a linha do caderno, não é obrigatório seguir o que a gramática pede, e tem estrofes (não obrigatório ter estrofes), por sua faz uso de figuras de línguagem (não que em um texto também não fazer uso de figuras de línguagem, existe também o texto literário que faz uso de figuras de línguagem, e isso pode ser encontrado na prosa, a poesia pode ser encontrado na prosa, e também na crônica que pode tambem ser literário e fazer uso de recursos estilísticos), o texto por sua vez pode conter a poesia, mas não é considerado um poema, o poema pode ter poesia assim como também não pode conter poesia. Poesia é tudo aquilo que tem a capacidade de transmitir uma determinada sensação, pode ser encontrado em um quadro, em uma bela pintura artística,em um simples desenho… O poema por sua vez é o que o poeta escreve, fazendo uso de metrificação, e hoje em dia não é obrigatório fazer uso de métrica para fazer um poema, existe o “verso livre” (que não obedece a métrica), o poema pode conter rimas (o que também não é mais obrigatório), e também existe poemas sem rima “versos branco” (poemas sem rima).

Hoje o poema é chamado de poesia, quando se fala em poesia logo a pessoa pensa, é algo que foi escrito pelo poeta, não mais diferenciamos a poesia do poema, e aprendemos isso na leitura de alguns textos, como por exemplo o texto “Poema e Poesia”, do Octávio Paz, é normal chamar o poema de poesia hoje em dia, logo estamos cientes de que estamos nos referindo à escrita do poeta. A poesia pode ser encontrada também numa música, mesmo assim uma música nem sempre é um poema. E isso é o que nos deixa muitas das vezes intrigado, uma música pode ter valor literário e também pode não ter valor literário, uma poesia transformando-se em musica ela pode tanto ganhar valor literário, quanto também pode perder o valor literário, temos grandes canções, que também são verdadeiras poesias, que penetra na alma de quem ouve, que muitas das vezes arrepia o ser de cima a baixo.

Pode existir uma diferença entre o escritor e o poeta, a diferença se encontra na escrita, mesmo assim ambos não deixam de serem escritores, porque ambos se dedicam às palavras, um se dedica a fazer romance, textos, prosa, crônica, artigo… (alguns se dedicam muitas das vezes a fazer um só destes) e outros se dedicam apenas a fazer poesia (alguns se dedica a fazer tudo).

Feliz natal

E o coração humano cada vez mais duro,
Por entre o ego e a vaidade a hipocrisia.
O amor a cada dia é assassinado, não
Mais se sabe o que é amor!?
E a vida custa muito caro, e a gente
Sempre se mostra não ter valor.
E o Natal nem sempre é de alegria,
O mundo em guerra, seres pedindo paz,
Gente passando fome,
E o Papei Noel não desce pela chaminé
Para entregar presentes
Para o rico e muito
Menos para o pobre,
Mesmo assim tudo tem suas diferenças.
Bombardeios, tiroteios, carnificina humana,
Desgraça alheia, miséria,
Descaso social - O mundo perdido,
E pouco se importa,
Os seres se mordem,
Matar parece que se tornou "humano",
E sempre há um dia especial,
Desejo de Feliz Natal,
Nem sempre é dado com amor,
De coração - a falsidade
Muitas das vezes se encontra no olhar.

E se pudéssemos nascer novamente
Viver a vida e amar a vida,
Viver a vida, e respeitar a vida,
Viver a vida, saber os limites - e ter consciência,
Viver a vida, e viver um pouco de tudo
Consigo mesmo e com todos.
Matar o preconceito dentro de si,
Matar tudo aquilo que é capaz de matar
Os outros e a si mesmo,
Ter misericórdia, compaixão,
Sentir o que o outro sente,
Amenizar as dores, perdoar,
Amar, brincar, abraçar...
E o Natal não é mais o mesmo,
O natal é o dia que morre e renasce,
As espécies deveriam amar
Uns aos outros eternamente.

E toda a fé somente é digna
Se nela existir amar,
Caso contrário toda sua fé
Pode se tornar uma doença.
Minha sociedade está doente
Na fé, muito se deixaram levar
Pelas palavras, cegaram os olhos,
Se acomodaram...
E dizendo ter fé, não deixam de lado
A vaidade, o ego, a falácia.
As igrejas das espécies
Deve ser o universo,
E não palácios,
Construído pelo suor dos
Que nada tem,
Para o sustento dos usurpadores
De ideia, senhores
Do sistema, comprados pelo Estado.

E Cristo foi um ser simples,
A espécie humana - tola
Sempre quer ser mais
- Falta humildade na gente!
- Falta simplicidade na gente!
- Falta amor entre a gente!

Não sei mais o que pode vim
Lá na frente, a juventude perdida
Formando uma nova política,
Ou a juventude rica e podre dominando
A juventude perdida (tudo tem a sua diferença),
A gente tem que limpar a sujeira deles,
A gente tem de ser analfabeto,
A gente tem de viver no desequilíbrio,
É o que o sistema pede,
A gente é escravo do sistema,
Nossa opção? A rebeldia em nosso olhar,
E o medo também...
A tristeza, e a falsa felicidade nos bares
E bordéis da vida.

E o fim do mundo?
O fim provocado
Pela própria espécie!
E o fim do mundo?
Quem liga? As pessoas
Matam e se matam!
E o fim do mundo?
Que mundo vivemos?
(Lágrimas presas por dentro)
(Sufocado).

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Pegada

Meu peito é nada mais nada menos
Que um mar de ondas.
- Vai e vem pelas areias
Sem fim. Meninos pequenos

A construir castelos, e a criar
Em suas imaginações, dragões
E eu com a minha amada, a beijar
O tempo... E peixes por entre rufões

Águas marinhas a fazer o encanto,
Conchas a espalhar-se pelo chão,
E o vento a fazer do meu peito lamento

Minha amada partindo, vai paixão,
Nada posso dizer vai, deixando pranto
E assim acordei do sonho, presas no coração.

Meu ego

Quero muito mais
Do que um café com açucar,
Quero um café amargo,
Que penetre em minha
Memória, e leve-me além,
Muito além da minha
Imaginação.
Ou quem sabe uma dose
Qualquer,
Que rasgue a minha garganta,
E faça eu dizer
– Coloque outra,
Hoje chegarei em casa embriagado!
Quero muito mais do que beijos,
Cafuné, um simples consolo
De que nem tudo é como
Deve ser, que tudo pode mudar
Ao longo do tempo,
E que o tempo sabe falar,
E quando fala é sábio.
Quero muito mais do que uma pedra,
A argumentar o que se passa no
Mundo – não quero saber de nada!
Quero tudo o que eu tenho direito,
Quero principalmente o coração
Do universo, quero tudo
Para depois entregar-lhe de presente,
E doar-me a você.
Quero muito mais, e o seu querer,
Quero o seu querer,
E juntos vários quereres a se
Complementar – eu e você!
Quero tudo àquilo que for puro,
Quero a água da cisterna
Para beber,
E depois me benzer,
E seguir em frente.
Quero que a minha mente
Regresse apenas
Para ver os melhores momentos
Da minha vida, e quanto aos piores,
Ahhhh, quero sorrir, e dizer,
Que muito tenho vencido na vida.
Meu eu egoísta, quer muito mais,
Quero o que de fato me pertence,
Quero possuir o que de fato me
Pertence, ou tudo àquilo
Que creio eu me pertencer:
– Quem sabe o seu amor?
Oh, vida, de quimeras!
Um asilo já não nos caberia
Mais.

Sede

Quero uma poesia que penetre em minh’alma,
E me faça por entre lágrimas
Sentir o gosto do riso:
– Nada foi perdido!
Quero mais que uma poesia,
De amor, – não quero poesia
Sem lâmina, sem sabor,
Sem cheiro, sem sangue,
Sem o pulsar de coração,
Sem elementos de vida,
De esperança. (Quem sabe apenas
Um ponto – o silêncio,
Menos suspiro e reticência
– ataque fulminante).
Quero mais do que palavras,
Quero o abraço que faça-me
Perder o fôlego, me sentir ofegante.
Quero licença poética,
E quebrar a censura, e ser livre
Para poder mandar alguém
Para onde eu quiser,
E também ser mandado
Ao bel prazer.
Quero o “vá ser livre”,
E “vamos sermos livres juntos”
(E que a liberdade não nos separe),
Quero a vírgula fora do lugar,
Só para confundir
E ser confundido.
Quero poder falar na forma
Que eu quero e bem entender,
E dizer que a gramática
Não me contaminou
Por inteiro,
– Quero ser critico
Da minha própria pessoa!
Quero uma poesia
Que sinta a minha dor,
E chore comigo,
Como se hoje fosse
O último dia,
– Hoje já passou…
Amanhã quero um conhaque,
Um cigarro qualquer,
E uma mulher,
Que não viva me fazendo
Juras de amor,
E minta todos os dias
Me amar.
Quero sentir o perigo da rua,
Da curva da poesia,
E da amada.
Embriagado, quero
Mais que poesia,
Muito mais do que poesia.
– Hoje vamos nos divertir!
– Até chegar no espaço!
– Fecha os olhos.
– Esquece esse mundo.
Palavras soltas,
Sem dono,
Em busca de serem encontradas.

Feliz Aniversário ao Jornalista Xico Sá

  Hoje, 6 de outubro, o jornalista Xico Sá, faz 63 anos de idade. Xico Sá, nasceu no Crato/CE, em 6 de outubro de 1962, é jornalista e escri...